Corredor
Tudo que temos são chaves para o corredor da morte
Por sorte, ou não, veremos mais um fim de dia
Onde nossa única alegria será o sangue
ensopando nossa roupa e
Através de um ferimento
Mostrando o quanto somos reclinados ao sofrimento
Pedaços de sonhos amontoados sob tapetes e cigarros
Como se não tivesse existido jamais
Com o fôlego se afogando em tédio
Esperando o remédio errado em busca de paz
Discursos de despedidas nunca foram agradáveis
E ainda nos entediam
Como os sinos badalando melodias melancólicas
No fim de um dia de festa
Mostrando tristezas metafóricas com perguntas retóricas de
Crianças sem entender o ritual
Que não deveriam conhecer tão cedo
Com um misto de medo, maldade e segredo
Luzes nos chamam e reclamam
Deveríamos ter aproveitado
Arriscado um ou outro sorriso
Porque chorar é muito pouco
E querer morrer por isso é viver eternamente condenado
A querer mudar o passado.