Tapa na cara

A gente toma o primeiro, dói bastante e por ser o primeiro a gente nunca esquece…

Passamos um bom tempo achando que não vai se repetir , que o primeiro foi o último. E daí quando a gente menos espera, tomamos outro, e outro, e mais tantos outros que chegamos a perder a conta de quantos. A face endurece, o corpo enrijece, o coração se acostuma. (Ou acha que acostuma). 
Até que chega o momento em que os tapas vão enfraquecendo, perdendo sua força, até serem completamente cessados.

E quando finalmente descansamos, exaustos pelo peso dos tapas passados, a mão encontra a face. Começa a ardência, a vermelhidão, e o corpo amolece derrotado. Trazemos lá de longe a lembrança do primeiro tapa, e percebemos que o tapa que mais dói, é aquele que é inesperado.

O tapa na cara é a metáfora da vida.

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