MORS OMNIA SOLVIT

Mulher, não aguarde gestos de acalanto,
estou só, e assim quero conservar-me.
Minha alma canta além, livre da carne,
ao espaço, céu, me elevo, me levanto.

Sonhei, não tenha dúvidas, viver
uma grande paixão, quiçá imortal,
porque não? Tão inocente e tão carnal,
tão cúmplice a ternura, e o prazer.

Mas sonhos são delírios deste amor,
amor que aprendemos a sonhar,
o fim pode ser culpa do azar?

Pra sempre sou sutil compositor,
de sonhos, de delírios, de emoções,
eternamente parte das canções.