SONETO AO MEDO

Pensamentos alérgicos, das sombras surgem,
e um alerta, por todo meu corpo, dispara,
e quanto mais eu penso, mais se torna rara,
a tranquila, pausada e sóbria, atitude.

E reviro por dentro, por todos os cantos,
os espasmos removem todos meus encantos,
e na raiva que busca encerrar-se em prantos,
para enxaguar de mim o insensato espanto.

A surpresa oculta, permanece latente,
o futuro intenso, não exibe os dados,
e ainda que pudesse prever todos os fados,
não controlaria o medo do amor ausente.

A coragem me deixa, como a um leão ferido,
a profunda chaga de um coração partido.

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