Minhas primeiras impressões sobre o Egito (e outros lugares)
A primeira coisa que preciso deixar claro é que é verdade o que dizem na internet: tudo aqui é bem sujo. A poeira do deserto domina a cidade inteira e ela é enorme que nem São Paulo, então imagine a quantidade de pó espalhado por aqui. Só não perde para o quanto ela é caótica: o trânsito é uma verdadeira prova de sobrevivência, os motoristas egípcios correm muito e se jogam uns na frente dos outros, assim como os pedestres que simplesmente se enfiam no meio das vias para conseguir passar e não existe qualquer tipo de sinalização específica para eles. Há carros buzinando, pessoas indo e vindo e lojas aberta o dia inteiro, a cidade não para. Nessa época do ano em que vim (dezembro) também está fazendo bastante frio, pois é o início do inverno deles.

Ainda não tive tempo de definir a minha opinião sobre o povo egípcio, pois ela mudou diversas vezes ao longo desse primeiro dia. Em quanto no aeroporto todos foram um bando de mal educados, revistando minha mala duas vezes e desconfiando de mim mero estudante até o último minuto, a partir do momento em que encontrei os membros da AIESEC aqui só fui bem tratado. Todos foram muito amigáveis, me ofereceram comida e me deixaram dormir depois dos longos dias de viagem. Também percebi que eles são muito parecidos com os jovens do Brasil até certo aspecto, rindo e zoando as coisas o tempo todo.
Aliás, essa é a percepção mais interessante que tive daqui até agora. Os egípcios da minha idade (e também os marroquinos, pois passei um dia inteiro por lá) aparentemente possuem uma cultura muito similar a de todas as últimas gerações de todos os países do ocidente. O consumo, o mercado, os problemas e as motivações são muito similares. Eles querem trabalhar para ter sucesso profissional, querem estudar para conhecer melhor o mundo, querem muda-lo e ao mesmo tempo também querem se divertir, festar e viajar. Há propagandas de produtos fúteis em todo lugar, pessoas querendo ganhar mais que as outras e pessoas que nunca tiram o sorriso do rosto. Estou do outro lado do mundo mas não deixei de ver personagens que encontro no meu dia a dia lá no Brasil. Só hoje já vi a mãe que chega tarde do trabalho e fica assistindo TV, o filho aplicado, os jovens descolados, os esquisitos querendo se encaixar, tudo sem tirar nem por. A única diferença são os camelos e a poeira. (Ainda não vi nenhum, rs)

Claro que tudo isso não passa de primeiras impressões e certamente mudarei um pouco minha visão até o dia 12 de janeiro. E apesar de aparaentemente passar uma opinião um pouco negativa, estou amando isso tudo. É impressionante ver um mundo tão similar ao meu e ao mesmo tempo tão diferente localizado no outro lado do planeta. A cultura deles é incrível, a comida até agora estava deliciosa e tem muita beleza para se ver por aqui. Cairo é uma cidade monstruosa e possui todos os problemas que megalopoles possuem, mas assim como São Paulo não deixa de ser magnífica.

Quero explorar mais e assim que tiver mais conclusões compartilharei com todos. Minha viagem esta só começando e ainda não fiz nada (dormi o dia todo). Só para saberem o quanto as possibilidades são enormes, estou dividindo um Ape em um bairro de nome esquisito com outros 4 caras: um do Nimibia (não sabia que isso era um país), um da Índia, um do México (que fala 9 línguas) e outro Brasileiro. Amanhã está programado para chegar mais 4 sabe-se lá de qual lugar do mundo. Impossível não acontecer nada de legal até o dia de eu ir embora.
Quem quiser acompanhar mais de perto me segue em outras redes sociais, em especial o Snapchat, tô postando tudo por lá :D
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Tenho certeza de que irão adorar a viagem, ainda mais agora que comprei um chip da Tim local (vodafone) que tem Internet super foda e me permite postar de qualquer lugar haha.

Até breve!