5 erros que a sua startup deve evitar

As Startups angolanas ganharam força nos últimos anos, algumas conseguiram contornar os obstáculos e transformaram suas ideias inovadoras em negócios lucrativos, mas a maioria continua sem saber o que há de errado e por que não atingem o sucesso.

A KiandaHub, sendo a casa das Startups Angolanas preparou este artigo com a finalidade de ajudar as startups a repensar os seus “dogmas” no sentido de melhorar o seu desempenho e aumentar as suas chances de ter um lugar no voo do sucesso.

1. Sonhar, sonhar… E só sonhar.

Muitas vezes a emoção toma conta dos empreendedores e esquecem-se dos requisitos que toda ideia de negócio deve ter. Se está a tentar criar o próximo Instagram/WhatsApp, com planos de vender sua startup sem receita nenhuma para o Facebook ou para Google no ano que vem, acorde! Não são todos os dias que se cria do nada uma startup que valha um bilhão de dólares.

Se você vai dedicar os próximos 5–10 anos da sua vida a uma startup, trabalhe em algo que faça diferença para o país, ou para o continente, antes de fazer diferença para o mundo. Algo que te entusiasme a levantar da cama de manhã e ir para o trabalho. Construa um negócio lucrativo e sustentável que poderá continuar a funcionar nos próximos 5–10 anos, em vez de um negócio cujo único propósito seja ganhar destaque, para depois ser descartado.

Sonhar não é problema, o problema é sonhar demais, ao ponto de não pensar em criar um modelo de negócio que realmente funcione.

2. Não falar com seus potenciais clientes

Um dos conceitos mais importantes a se ter em conta ao criar uma startup é o de validação de produto. É importante porque, em muitos casos, o criador ou empreendedor acha que teve uma ideia genial e revolucionária que todo mundo quer ou deve ter em mãos, mas pode estar errado. Se seus potenciais clientes não acreditarem em você, seu negócio não sobreviverá.

Por isso, antes de seguir em frente com seja lá o que for, fale com as pessoas, clientes ou possíveis clientes para saber se para o ou os problemas que eles têm realmente precisam de uma solução como a sua. Com o feedback recolhido, o empreendedor acaba por aprender mais sobre a própria startup e “afinar” cada vez mais o produto para que se torne o mais adaptado possível às necessidades do mercado.

3. Ter uma equipa com o mesmo conjunto de habilidades

Para desenvolver um aplicativo ou um software o empreendedor precisa de desenvolvedores, obviamente. Mas é possível que sua equipa não tenha a habilidade necessária para fazer o marketing de seu produto, ou de gerir os recursos disponíveis para o negócio.

Uma boa equipa tem que ser multidisciplinar, se você tem uma equipa só de desenvolvedores tudo que terão é um código muito bonito e cheio de funcionalidades. E depois? O que se aconselha é ter o tridente: um designer, um hacker (desenvolvimento) e um hustler (marketing e vendas).

4. Insistir no público alvo errado

O mercado angolano é muito imprevisível, muitas vezes pode acontecer de haver engano quanto ao público-alvo e a equipa de marketing acabar por atacar o alvo errado, gerando gastos desnecessários de capital, energia (física e mental) e principalmente tempo. Em parte pela falta de dados estatísticos precisos principalmente em relação ao público consumidor.

Aplicando as técnicas de validação de mercado (inquéritos online, entrevistas, etc) e da análise das estatísticas dos usuários da aplicação/website (google analytics, estatísticas da app store, etc) é possível obter dados que ajudarão o empreendedor a ter uma noção mais precisa sobre quem é o seu possível público. Assim poderá trabalhar para adaptar continuamente a sua solução às características do seu público

5. Subestimar o poder da partilha

Muitos empreendedores têm receio de falar sobre as suas startups, por medo que alguém roube a ideia. Esse pensamento não é o mais acertado! Como é que será possível obter feedback se ninguém faz ideia do que se está a fazer?

Uma excelente forma de partilhar é através da participação em eventos para startups e estar junto da comunidade. Para quem está a começar nada melhor que estar em contacto com pessoas que estão na mesma estrada e que muitas vezes já trilharam o caminho das pedras em que a sua startup se encontra. Esta magia acontece em espaços de Coworking. Nestes espaços, pequenas empresas, profissionais freelancers e autónomos se relacionam entre si, com seus fornecedores e clientes. Sem contar que, devido a partilha do espaço, é uma forma mais barata de ter um escritório.

A KiandaHub está a fazer um inquérito com empreendedores e futuros empreendedores sobre o seu interesse em aderir a um coworking. Preencha o formuláriovneste LINK para participar no inquérito.

E você? Sentiu-se familiarizado com algum dos pontos acima? Lembre-se que as startups têm a flexibilidade de aprender com os erros e “pivotar” para o caminho certo. A ideia é errar rápido, aprender rápido e corrigir rápido. Quanto maior for o aprendizado maior é a chance de sucesso.

KiandaHub

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