Amor é liberdade
O amor é fluxo, não é esforço. Ao entrar no esforço, há desconexão com verdadeira essência do amor: a liberdade.
Amor é oposto de julgamento, é contrário à cobrança, imposição e padrão. Amor é permitir que seja, sem rótulos. Amor é acolher e aceitar. É contemplar o que o outro é, e não o que o outro tem a te oferecer.
Se você ama o que o outro tem para te dar, e quando o outro não dá o que você precisa você minimiza o amor, isso não é amor. Esta é uma visão egoísta do amor. Afinal, o amor é livre. O amor é pleno, jamais gera aprisionamento. O amor é como a água, fluído, livre e puro.
Na raiz do amor, mora a aceitação. Quando você quer comer caju, você precisa ir no pé de caju. Quando você quer comer manga, você precisa colher no pé de manga. Você não vai encontrar caju no pé de manga. Cada um só oferece o que tem pra oferecer, e o amor abraça isso. O amor acolhe isso. Quando queremos que a manga tenha gosto de caju, ou estamos procurando no lugar errado, ou estamos deixando de aproveitar o saboroso doce da manga.
O amor não cobra, o amor dobra. O amor é ilimitado e infinito, não cabe dentro de uma caixa, não cabe dentro de um padrão. O amor é a dissolução do apego, é a conexão com a pureza da alma. O apego é justamente o oposto do amor. O amor é querer ver o outro feliz. O apego é querer que o outro lhe faça feliz. Precisamos amar porque nos faz bem, e não por esperar qualquer reação. Se o amor depende de uma reação, ele não é desinteressado.
Amor é liberdade.
