A arte que nasce da estrada

Bob Dylan, 76.

Ritual de peregrinação
dos ouvidos aos pés 
- somos uma grande antena!
captando a frequência que anda sozinha
Aquele que traz seu sangue à melodia
é quem melhor sabe onde caminha

Ao vento sopra
a firmeza de sua gaita,
a energia de suas palavras, 
e a construção que une versos.
Seu canto ecoa, e vai apaziguando
Ainda que — como bom viajante
é só mais uma pedra rolando

Na estrada muito se vê: 
é poeta encontrado na perdição,
é poeira que não cabe no chão,
é vibração que sai do violão,
é sorriso que vira emoção,
é sintonia. é comunhão.

E a chuva vem:
com gotas ríspidas a cair
em um chão calejado
ou num cão a latir
É quem limpa as impurezas
seja por meio de uma canção
ou da expansão de sua perspectiva
Vem escorrendo no coração
arde onde necessário
e leva ao ponto de partida.

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