O Marinheiro e a Ilha

Em órbita
O soprar do vento me circunda
Calejando com o tempo
A lembrança oriunda

Velejando
Abro as asas do pensamento
Me proponho a voar
O canto do olho demonstra
O que se encontra dentro
E me entrego aos encantos do mar

Vai passando calmo o Tempo
(Ou seria eu quem passo por ele?)
Me debruço
Sobre aquilo que dá sustento
Sou grão de areia pequenino
Que mesmo perdido, ainda tento

A onda que me molha
É como o ar que me seca
O de visão clara, percebe quando olha
Que são igualmente o que nos cerca

Vem ecoando
A sonoridade celeste
Solo fértil, que segue se semeando
Do rio atlântico
Ao chão agreste

Me encontro com o passado
E o Agora que ainda virá
As lágrimas caem no papel
Como a chuva cai no mar
E tudo se une
Como poeira estelar
O ar ataca, e sai impune
Já que nos inspira a cantar

E continua assim…
Uma troca que nos é inerente
Essa respiração que não tem fim
Ondulando, do nascer ao poente
É tudo um só caminho
Que é verdadeiro e mais urgente
Em que tanto ao aventureiro
Quanto ao passarinho
O importante é seguir em frente.

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