A Noite Estrelada

Sonhos

“Eu sonho minha pintura, e então eu pinto o meu sonho” – Vincent Van Gogh

Pálpebras se fecham
E a alma atravessa o sangue
Células migram
E navegam em suas entranhas
Cromossomos se reconstroem
E exterminam inseguranças

Perante o escuro surge o sonho
Que cria no vazio
Esculpindo na imaginação
Exigindo plena atenção
E enquanto eu choro e rio
Constrói em mim sua imensidão

Aflorando o interno
Sem sequer pedir licença
Em lembranças e esperanças
Põe em pauta sua sentença
Que surge sem mentiras
Apresentando o infinito
Sempre sempre gratuito

Presente para quem estiver
Disposto a mergulhar em si
Seja homem ou mulher
Mas eis que isso se abstrai
Flutuando em pensamentos
Não decides,
Apenas vai

E o fluxo é constante
Correnteza randômica de sentimentos
Onde a ação não se retém
Ou se colide com argumentos
Pois quem domina são os desejos
E nunca os fingimentos

O ato é a consequência
Impulsionado
Sem ansiedade
Acusado pela própria consciência
Depara-se então
Com toda a verdade

Onde não há preocupações
Os sentimentos se expõe
Mas não por palavras e definições
Ora, esqueças do dicionário!
Em tempos de realidade virtual
Se deixar sonhar é revolucionário

Por mais que eu ame esse estado
E seus encantos tão confusos
Hoje, muito de mim já foi levado
(Talvez até alguns parafusos)
Logo voltarei a me sintonizar
Com toda essa fantasia
Mas já é hora de acordar
Abrir os olhos e…
Bom dia!

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