Nós nos cobramos muito.

Minhas noites de sono não tem sido realmente noites de sono. Eu não durmo. Talvez eu tire cochilos rápidos aqui e ali rolando em minha própria cama, mas eu não consigo realmente fechar os olhos e ter um sono tranquilo de longas oito horas para meu crescimento e desenvolvimento. 
 É horrível ouvir seu despertador ecoar por toda a casa às cinco da manhã numa quarta-feira e não ter disposição para ao menos tocar os pés no chão. A água gelada que lançamos em nossos rostos na frente do espelho do banheiro é mais um susto do que uma higiene diária e nossos movimentos mecânicos de vestir tanto o uniforme da faculdade quanto do trabalho, nos transforma em animais reprodutores. Você olha, aprende, e copia num CTRL + C e CTRL + V infinito. 
 Os ônibus são mais um ponto de pensamentos divagados que nos tiram a atenção e nos levam a cenas de clipes da MTV com músicas da rádio ou do Spotify. Nada novo sob o sol que queima nossos olhos numa curva acentuada à direita, onde o motorista passa em alta velocidade numa lombada e você é lançado para frente sem estar realmente segurando as barras de ferro do ônibus. Rotinas dos animais reprodutores.
 Nós nos cobramos muito. Não digo isso como um defeito, digo isso como mal do século. Mentes destruídas e auto destrutíveis pelo próprio peso exercido por sua própria mente livre e as mãos sufocantes ao redor, que agem como sombras em seus ombros caídos. Dramas criados em pequenos copos de xarope da mamãe, onde construimos ali uma espécie de tsunami de emoções que chacoalham nosso barco estável e o transforma num transporte de alto risco. 
 Mas nós nos cobramos muito. E muito, muito, muito, muito mesmo. Uma explosão de muitos e muitos que se desenham em nosso sono e em nosso acordar. O diabo veste cobrança, e ele pousa sobre nossos ombros. Uma analogia aos filmes dos anos 90, onde os pais transformavam os distúrbios dos jovens em absurdos bacanais de comedy TV. 
 Nós nos cobramos muito. E somos mais do que animais reprodutores de quadros de faculdade ou chefes de trabalho. Porquê no fundo, criamos para nós a certeza de que esse é o caminho para o alcance do sucesso.
 O sucesso não é ser devastado pela incapacidade de tirar notas boas, ou ganhar um bônus no final do mês com uma estrela de melhor vendedor da loja. O sucesso é o olhar inovador de quem enxerga certo o que precisamos é não reproduz aquilo que é imposto como se não houvesse racionalidade na nossa evolução. Não somos animais reprodutores.

"Você é mais que uma nota."

E também é mais que um salário razoável que o faz perder o sono todas as noites e o equilíbrio do ônibus todas as manhãs.

Kimberlly Mattos

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