Pode puxar, pode bater

Nunca tínhamos nos falado, mas aquela primeira conversa foi a melhor que tive com um desconhecido.

A atração e desejo eram evidentes.

Algumas cervejas e muito, mas muito assunto em comum.

Eu pude sentir, só dele pegar na minha mão que uma coisa incrível aconteceria.

Tato, cheiro

beijo…

Sexo.

Ele me jogou na parede e rasgou minha blusa. Intensidade. Sem pressa.

Sua boca brincou com o meu corpo como se fossem melhores amigos. Sincronia, intimidade. Prazer!

Pode puxar, pode bater.

A despretensão é libertadora, reduz os riscos de decepção.

Não tem aquele gosto amargo de saudade

Chega quando não se espera

Vai embora quando sente vontade

Não tem cobrança

Não te faz sentir culpado

Ninguém sai perdendo

Tem sabor de liberdade

E a certeza que outra hora ele vai voltar

Estou viva.

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