Bolo de Natal integral

Dezembro é época de confraternização: família, colegas de trabalho e como não poderia deixar de ser, confraternização de última hora do grupo de Pilates.

O que eu posso fazer? Já vão levar pernil, tender, bacalhau, rabanada..sim, mas tem que ser uma comida de Natal!

Pois é, minha mãe tinha o hábito de fazer um bolo de frutas de Natal, mas não deu tempo de pegar com ela a receita. Além disso eu não vou fazer de forma alguma fazer um bolo de farinha branca…

Que tal fazer meu bolo clássico de cenoura e colocar umas tralhas dentro? Nozes, castanhas, damasco, passas, já deve dar para o gasto..

Tudo certo: ficou legalzinho.. saí correndo para fazer a aula de Pilates. Cheguei lá, deixei o bolo na mesa dos doces e fizemos a aula. Começou a chegar outros alunos: muuuitos salgados e alguns doces, inclusive rabanada. Rabanada tudo bem, até gosto, mas já cortei do meu cardápio há muito.

De repente chegou uma torta alemã. Com cobertura de chocolate (?) branco, cerejas e uma calda de chocolate escuro. Isso é covardia, até eu quero…Ficou no centro da mesa e meu bolinho sem cobertura coitado no cantinho..😩. Estou vendo que vou ter bolo integral para comer a semana toda..

Boa festa, ótimo bacalhau, o resto vou deixar para os comentários, inclusive um aluno há 10 anos, que com os movimentos avançados de Pilates era capaz de abrir o frigobar e tirar o vinho geladinho…

A torta alemã (além do bacalhau e do vinho é claro) era um sucesso ! Experimentei o bolo integral, que era experimental (para variar, não consigo fazer uma receita igual a outra). Até que está gostosinho, se sobrar não tem problema, levo de volta 😀.

Aos poucos alguns foram experimentando o bolinho de Natal, alguns até por engano achando que era outro…No final da festa consegui levar um pouco de volta para casa, mas não deixaram eu levar tudo que sobrou, menos mal..😉

No dia seguinte voltei ao Pilates, começaram a me pedir a receita..Pelo menos não foi em vão 😜.

Para os que comeram e gostaram e para os que não comeram aqui vai:

  • 3 xícaras de farinha integral
  • 2 cenouras trituradas (liquidificador ou mixer)
  • 4 ovos
  • 2 xícaras de açúcar ( cristal, mascavo ou outro)
  • Cerca de 100 gramas de nozes
  • 100 g de castanha do Pará
  • 100 g damasco seco
  • 100 g de passas (ou 1/2 xícara de cada)
  • Um punhado de cravos e um pouco de canela em pó (ou em pedaços, a gosto)
  • 1–2 xícaras de leite (ou água)
  • 3/4 xícara de óleo
  • 2 colheres de sopa de fermento.

Picar as nozes, castanhas, damasco e passas ( tâmaras e/ou avelãs ou amêndoas também é clássico).

Misturar gema, açúcar e óleo. Acrescentar a farinha, cenoura triturada, fermento e leite.

Em seguida, acrescentar castanhas, passas, etc. Lembrar que a cenoura é hidratada, fornece água e as frutas e castanhas secas absorvem água. Deixei descansar uns minutinhos para ver se não fica seco e precisa de mais leite.

No final acrescentar as claras batidas em neve.

Assar em forno baixo por 30–40 minutos ( vale fazer o teste do palito ou da faca para checar se não gruda).

Se você não for natureba fanático, pode pegar emprestado um pouquinho da calda de chocolate da torta alemã..

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