Me pego em uma espiral vertiginosa há tanto tempo que me falha a memória. Em minhas últimas experiências com relacionamentos tem sido comum me deparar com pessoas apáticas e singulares, mais do que julga-se essencial a um indivíduo autêntico, pelo contrário, assemelha-se a carência, é um novo padrão: acumular contatos para suprir o próprio ego.

Essa mudança cultural não surpreende, visto que os romances teem tomado outras características desde o final do século passado, tornando-se cada vez mais livre dos padrões patriarcais e conservadores que muitos casais adotavam. Embora os ideais de relações estejam evoluindo, as pessoas, em contrapartida, não estão. Continuamos repetindo os mesmos erros de nossos pais, rasos e semeando rancor. Usando a escusa do mundo moderno para justificar a falta de inteligência emocional. Sempre projetando emoções e inseguranças, mas nunca pondo-se no lugar.

O que tento sintetizar neste texto, caro leitor, é que o indivíduo que não valoriza a empatia não está apto a ter uma relação construtiva, pois vive em função de relações superficiais, alimentando seu ego e fadado a viver o mesmo sempre. Note que minha crítica não se direciona às pessoas autênticas, ou aos apreciadores de momentos de solidão, não! o texto se retifica principalmente aos carentes por atenção sem educação emocional que constantemente estão querendo provar algo a alguém. Estes não prestam!

Concluo que, em uma sociedade onde cultiva-se viver por aparência não vale a pena buscar por romances, afinal, tal gesto seria declarar guerra para com as próprias emoções. O que importa para mim, é começar mudando quem sou, sem esperar nada de ninguém. Viver em função do meu caminho, encontrar meu lugar sob o sol. A problemática alheia talvez seja tão tóxica que insistir em buscar por relações construtivas seja um provável mártir duradouro.

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