Apenas existo
Eu vivo como se tivesse algo parado na minha garganta.
Desde de cedo cultivei meu desprezo pela humanidade.
E ao longo dos meus 20 anos de vida, foi assim.
Incompletos, por algo que eu nem sei oque é.
Viver com algo faltando, com outra coisa incomodando.
Com sempre algo a dizer, mas nunca saber como.
Com aquela sede insaciável de viver, de ser livre mas sempre estar preso ao passado.
Preso a algo que eu nunca sei quando surgiu. Mas que sempre esteve lá.
Talvez o problema seja as pessoas, ou talvez o problema seja eu.
Que não aprendi a conviver com elas, não aprendi a ser como elas.
Não aprendi a seguir em frente sem olhar para trás.
Sempre triste e sempre com raiva.
Depois de um tempo, eu desisti de viver ou morrer.
Eu apenas deixo o tempo passar, porque dizem por ai que o tempo cura tudo, ajuda com tudo.
Mas é mentira, porque já se fazem muitos anos e nada mudou.
Mas não tenho outra opção a não ser deixar o tempo passar.