escapatória
Jul 10, 2017 · 1 min read

havia terminado de se pôr o dia.
demorei-me numa brecha do decurso até o lugar onde moro.
movido por espanto, fui fitado pelos espelhos da psique
a qual inundo e afogo.
denotado por folhas brasadas em branco,
posto a fugir das sombras,
e propenso à negação
do próprio fim.
a natureza se tropeçava noite adentro;
‘é guerra apolar!’, precaveram as vozes.
quando, no meio ébrio dos causos,
acometeu-me um tornado de correntes
recém-chegadas de inúmeros lados.
então que a introspecção houve de transtornar-se
como num moinho de degradação.
a mente se tornava, outra vez,
torpe!,
chula!,
capciosa!,
e por fim,
indissociável de si.
Pisei em ovos durante esse desespero inconsciente…

