permanência.1
Jul 10, 2017 · 1 min read

era cedo na mente dos sonhos.
pus-me a abrir as janelas em desespero lúcido — o escuro iluminava aquelas lembranças.
um feixe de luz marcou meus olhos por milissegundos, tão sutil quanto o ar que atravessa desavisado o andarilho em seu percurso.
um ruído de rastros sanguíneos ruía junto ao divagar dos diálogos próprios.
a colheita da realidade exterior haveria mesmo de pesar o tronco. afinal, não pude ser justo comigo mesmo, tampouco poderia sê-lo com outrem. por alguns instantes, escorria no data show da memória os vinte e poucos anos de intenções e atentados às coisas próprias; ao longo de indetermináveis intervalos d’um piscar de sensações, passaram os milênios de velejo a esmo já pernoitados pelas águas dos corpos.
