Bahamas

O mar mais cristalino do mundo

Arquipélago com a terceira maior barreira de corais do planeta.

As cores em degradê reluzem nas marés de cor intensa sob o sol generoso do Caribe anunciando seu esplendor.

Suas ilhas compõem, para nosso encantamento, uma perfeita homenagem da mãe natureza, acessível a meros mortais.

E vale cada minuto de seu suspiro de contemplação.

Isso é Bahamas Baby!!

Desembarco no centro da capital Nassau. Sua origem africana preserva a influência da coroa de colonização britânica. Devo dizer, aliás, que estas marcas da rainha estão por toda parte.

Nos uniformes dos servidores policiais reproduzindo a característica troca de guarda do Palácio de Buckingham. Nos uniformes escolares dos jovens ornando meninas com saias de tecido de lã(?). Gravata para os meninos, tadicos, quase os descompensam debaixo de uma temperatura “amena” de 29 graus.

Ainda pausam para o chá das cinco.

Mantiveram em similaridade a faixa invertida no fluxo do trânsito. Motoristas à esquerda como manda a herança cultural. Um verdadeiro teste para ticos e tecos.

Seus prédios centenários se assemelham a uma cidade cenográfica multicolorida. A comparação termina aí.

De pacata Bahamas nada tem.

O negócio é tão feroz, tão profissa em termos de entretenimento tropical que os avisos nos locais de agito sinalizam:

“O que acontece em Bahamas, fica em Bahamas”

O drinque típico, Bahama Mama, parece um pouquinho, em efeito alcoólico com a vigésima dose da nossa caipirinha, em jejum.

Brindam com um trocadilho em inglês.

“Rum for all, and all for rum” Na minha mais que livre tradução:

“Bebida de pirata irmão”

Mitos a parte incluso, reza a lenda, segundo historiadores, que Barba Negra o maior pirata de todos os tempos, não só viveu como também pode ter sido proclamado governador de Nassau. Entre uma dose e outra, imagino.

O termômetro para tantos prazeres mundanos é o número considerável de igrejas que há na cidade.

Uma a cada meia quadra. Sobra igreja porque não falta pecado.

Justíssimo.

New Providence possui uma vida noturna sem hora para acabar. Seu porto recebe os transatlânticos mais famosos dos Estados Unidos, onde despejam turistas de toda parte do mundo em busca de sol, e ele não falha nem no inverno, praia diversão e lembrancinhas de artesanato local.

Que não é bem uma lembrancinha nem um artesanato qualquer. Ele inclui bolsas, maravilhosas, de madrepérola. Rochas naturais que em mãos especialistas habilidosas, se tornam pedras preciosas como rubis, safiras, turmalinas, opalas e topázios.

Cores perfeitamente ilustradas representadas nos tecidos e praias paradisíacas de toda faixa de areia das Bahamas. E da surreal Ilha de Exuma, essa sim o paraíso na terra.

Vou esnobar geral os resorts, suntuosos e nababescos, que só servem de fundo para a beleza natural que as ilhas oferecem. Vou me ater ao que Bahamas tem mais de espetacular.

O visual. Ele tem areia branca, fina. Um mar verde esmeralda num azul hipnotizador.

As águas mudam de cor conforme a luz, o tempo, horário e o teu sorriso.

Atravesso a ponte rumo a Paradise Island, a ilha mais próxima da capital Bahamense, onde se localiza o mega resort Atlantis. Palco de tantos filmes de Hollywood, e de tantas celebridades que se casam em suas instalações. Atlantis faz alusão correta à cidade perdida sem estar submersa.

Circunda praias como Paradise e Cove, essa última absolutamente translúcida.

Não consegui eleger “A” praia preferida, mas Cabbage Beach te silencia.

Falando em corsários e piratas melhor nem imaginar Johnny Deep de Jack Sparrow nas praias de Harbour Island ou Eleuthera.

Porque tentação de verdade, é o cassino. Repleto de bares, charutos cubanos, mesas de Black Jack, roletas velozes traidoras, roda da fortuna e caça níqueis para os iniciantes, é a boa da noite. Piro num carteado numa jogatina.

Ouvirá ótima música assistirá gente bonita apostar alto, ganhar e perder. Em muitos casos a banca começa na casa dos três dígitos. Não embarque nessa se sua moeda, caro brasilerim, esteja empacotada no vento. Fica a dica.

Com todo esse alvoroço, me presenteio relaxar em uma praia desabitada. Ouço o quebrar espumante das ondas e uma água quentinha abraçar meus pés.

Aguardo o dourado do sol, ao escrever esse texto, tomar a pele beijando o corpo morno, vida difícil.

Afinal…

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