Dos fins de domingo

Eu queria encontrar palavras que consolassem a minha nostalgia.
Eu queria recitar versos que viajem com o vento e trouxessem meu passado.
Eu queria que as letras juntas compusessem um recital saudosista.
No bê-a-bá da escrita, eu queria aquele cheirinho de café de tempos tão remotos sondando novamente o meu nariz.
Eu queria o aperto do abraço, a doçura do beijo e a mansidão da alma.
Eu só não queria mesmo essa nostalgia que toma o meu peito e acha que é seu quintal de fazeres triviais.
Eu queria mesmo era passear por entre as memórias sem a obrigação de voltar.
Eu queria mesmo era que a física comprovasse que o tempo é só mais uma dimensão e a gente pode viajar por ele.
Na próxima vida, eu ei de fazer física.