Tarde na Livraria Cultura

Sinto dor pelos amores não vividos.
Lamento pelas viagens ainda não realizadas. 
Cultivo profunda tristeza por palavras vociferadas em momento de raiva.
Mas, de todas as angústias, a que sinto quando entro em uma livraria é a mais profunda delas.
Lamento pela infinidade de palavras não lidas e que me passarão.
Lamento pelos conceitos ainda não explorados e no estado zero em mim.
Lamento pela brevidade da vida que me limita a escolha de temas mais “próximos”.
Quando entro em uma livraria sinto uma euforia seguida de depressão e a única coisa na qual consigo pensar é no desejo de ter muito mais que mil anos.
Que tristeza é ser mortal em livrarias!