Acho que você interpretou errada a colocação.
Andre thom
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Caro André, não interpretei errado, primeiro, porque essa é a minha área de estudo (no caso, direito) e somos obrigados a dar valor, sim, à tecnicidade. O exemplo que você deu da mulher traída ocorre no âmbito das relações privadas e nada tem que ver a situação de uma chefe de Estado ou Ministro de Justiça sendo investigado sem autorização legal e fora da competência judicial. Não desminto que haja um jogo político, porém, devemos ser, sobretudo, técnicos no que toca direitos e garantias fundamentais conquistadas a custo da vida de muitos inocentes. Arbitrariedades não podem ser cometidas ao arrepio das normas constitucionais tendo em vista uma “comoção social”. Além disso, não faz sentido comparar um exemplo de “escravidão” que ocorreu em outra época e numa situação totalmente diversa a do presente contexto. Enfim, não sou a favor do governo nem sou da oposição. Sou a favor sobretudo do Direito porque é disso que eu vivo.