Cena do clipe “Lazy song”, do divo Bruno Mars.

Doce, amargo, indevido ócio

Tem dias que a gente acorda com uma sensação de agonia meio estranha: você sabe que tem um monte de coisa pra fazer, mesmo assim, não faz. Fica deitado, olhando pro teto, postergando, vendo a hora passar…

Você viaja para os seus pensamentos mais longínquos: vai para aquele seu passeio de infância no zoológico; aquela época em que sua genitora filmava, numa câmera antiga, qualquer movimento seu e depois passava para um VHS e toda a família assistia.

Depois você cai na lembrança da sua colação de grau da alfabetização. Você usava um vestidinho branco e uma coroa de flores a la anos 90. Seu primo foi seu par na apresentação de dança.

Como 10 anos se passaram em questão de horas? Você fica aflito, coça a cabeça… Quer fazer das próximas horas as mais felizes, pois tem medo de que elas não voltem.

Você fica se imaginando, agora, no futuro: o que eu pensaria sobre o que eu sou hoje? Consegui o concurso e a estabilidade financeira que tanto almejava? Tenho o carro do ano? Estou solteira ou casada? E será que filhos?

É fácil se perder em várias linhas de pensamento… Quando você vê, já pensou um monte de coisa, mas não fez nada. Daí levanta e pega o notebook; vem escrever para afogar as mágoas de ser uma pessoa ótima na teoria, mas alguém ordinário na prática.

Quando vai cansar da mediocridade? Quando vai sentar a bunda na cadeira e cumprir suas metas? Mas é tão mais fácil dormir, comer e relaxar… E ver Netflix. Alguém sabe se existe remédio para sair da ociosidade?

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.