O que me deixa puto sobre o caso Gregório Duvivier
Ryo
5913

Oi, Ryo. Eu gosto desses seus textos, são bem cheios de personalidade. Mas se eu puder fazer uma nota: seria muita ingenuidade pensar que, se houve mesmo uma traição por parte do Gregório, a Clarice falaria só por ser feminista. Ela chegou a fazer uma música, na verdade, insinuando, talvez, o fato. Mas não quer dizer que seria tão fácil assim ela assumir isso. Ela não é uma Dani Calabresa da vida (cada ser com suas capacidades).

O problema não é o Duvivier fazer um texto sobre um relacionamento que acabou e foi significativo (na verdade, eu jurei que ele já tivesse o feito). O problema é ele dar nomes aos bois e, juro para você, considero que foi até de má-fé ele ter atrelado o texto dele ao nome conhecido da sua ex, expondo sentimentos que parecem mais para empurrar a menina de volta para ele (não podemos viver na ingenuidade de que ele escreve sem quaisquer pretensões. Qualquer escritor tem pretensões, ainda que só para um mero desabafo. Só que quem acompanha os escritos do Duvivier sabe como ele é “esperto” ou tendencioso).

A questão é que ele acabou romantizando a coisa toda de modo a parecer que ele não teve muita culpa na história. Como se, um dia, Clarice tivesse tocado o foda - se para ele e foi embora mesmo o relacionamento tendo sido incrível. Em outras palavras: ele fez a Summerization (500 days of Summer) da Clarice Falcão. E é por isso que as pessoas, que não são loucas, foram atrás dela para pedir que o “casal tão perfeito” volte.

Enfim, alguma intenção ele teve com isso. Se não foi para se dar ibope, foi pela ideia do “o que eu tenho mesmo a perder?”.

Não sei se o fato de eu não ir muito com a cara dele que influi nisso. Mas é algo que eu achei justo acrescentar ao teu texto.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.