Fazendas urbanas: diminuindo a distância entre a cidade e a alimentação saudável

Pedro Graziano e Giuliano Bitencourt, os fundadores da BeGreen, dentro da primeira fazenda urbana da América Latina (Foto: Arquivo Pessoal)

Você já imaginou uma plantação de alface dentro de um shopping center? Ou de rúcula no interior da fábrica de uma das maiores montadoras do Brasil? Sim, isso já é uma realidade. São as chamadas fazendas urbanas, um negócio que surgiu para unir os espaços cheios de concreto das cidades com áreas verdes voltadas para a produção agrícola e a alimentação saudável. E, se depender da empresa BeGreen, em breve elas estarão por toda parte e certamente haverá uma perto de você!

As fazendas urbanas nasceram, também, para diminuir a distância entre o produtor e o comprador. A ideia é cultivar produtos de boa qualidade, orgânicos, o mais perto possível de quem compra, diminuindo custos com transporte e armazenamento, e garantindo uma remuneração justa e atraente para o produtor. Há cerca de uma dezena delas pelo mundo e a BeGreen foi a responsável por criar a primeira fazenda urbana da América Latina aqui no Brasil.

Foi em Belo Horizonte (MG), na área térrea de um shopping center que a primeira fazenda urbana da BeGreen nasceu. Mas a empresa já havia aprendido muito com dois anos de uma operação mais “tradicional”. “Desde o nosso primeiro dia, sabíamos que as fazendas urbanas eram o nosso negócio. Mas, ao criarmos a empresa, entendemos que era preciso dar um passo atrás”, conta Pedro Graziano, um dos fundadores. Ele e Giuliano Bitencourt, seu sócio, arrendaram a fazenda de um amigo na cidade de Betim (MG) e se dedicaram a entender profundamente todo o sistema de produção, venda e distribuição de alface, rúcula, agrião e temperos.

Em 2016, os sócios perceberam que o negócio tinha fôlego para deslanchar. Era hora de buscar uma oportunidade na cidade para a primeira e tão planejada fazenda urbana. A oportunidade surgiu durante uma feira de produtores, quando conheceram o gerente de marketing do Boulevard Shopping, em Belo Horizonte, que se encantou com a ideia da dupla e ofereceu suporte para o crescimento. Em uma área térrea do shopping, foi construída a primeira fazenda urbana do país.

Tudo o que é produzido pela BeGreen é vendido aos estabelecimentos do próprio shopping e entorno. “A ideia é que tudo seja consumido em um raio de até 5km da fazenda”, explica Pedro. A BeGreen também mantém uma loja que vende parte de sua produção. São oferecidas, ainda, visitas guiadas e oficinas para quem tem interesse em conhecer mais sobre a empresa e colher suas próprias hortaliças, legumes e vegetais.

Com a experiência mineira a todo vapor, Pedro e Giuliano desembarcaram no segundo semestre de 2018 em São Paulo. Na capital paulista, em parceria com uma grande montadora, a dupla está implementando a sua segunda fazenda urbana, que será inaugurada no início de 2019. O modelo é semelhante ao de BH, sendo toda a produção destinada a abastecer as necessidades da própria montadora.

Contratar nem sempre é fácil

Donizete Rodrigues comemora a contratação (Foto: arquivo pessoal)

Na chegada a São Paulo, a BeGreen se deparou com uma dificuldade já conhecida: recrutar e selecionar mão de obra especializada. “Não é tarefa simples encontrar, nas grandes cidades, pessoas com experiência no cultivo. Em geral, esses profissionais estão no campo. E, quando eles migram para a cidade, têm interesse em outras atividades profissionais”, conta Pedro Graziano. Além da experiência, ele busca pessoas que vivam no entorno da fazenda urbana para minimizar o impacto ambiental. O objetivo é a emissão zero de carbono no deslocamento.

Por intermédio da Liga Ventures, Pedro e Giuliano conheceram o trabalho da Kunla e identificaram a oportunidade de parceria. Assim, a Kunla apoiou a BeGreen em sua chegada a São Paulo. Por intermédio das nossas agentes de recrutamento e seleção, foram cinco contratações realizadas, entre eles auxiliar de produção e hortaliças, de aquacultura e vendedor.

Um dos contratados pela empresa de fazendas urbanas foi Donizete Rodrigues, de 27 anos. Natural de Campo do Meio, município na região sul de Minas Gerais, ele sempre se dedicou às atividades de plantio e colheita, mas a competitividade por lá cresceu e as oportunidades de trabalho, diminuíram. Há quatro anos, Donizete se mudou para São Paulo em busca de melhores salários. “Mas aqui eu não encontrei trabalho na minha área e passei a fazer outras coisas”, conta ele.

Até participar do recrutamento e seleção com uma agente Kunla, Donizete fazia bicos de marceneiro. “Eu nem acreditei quando me falaram dessa vaga na BeGreen. Estou muito feliz e agora posso voltar a me dedicar ao que sei fazer de verdade”. Ele conta que ainda está se adaptando à cultura hidropônica, mas que o aprendizado tem valido muito a pena.

Pedro Graziano, da BeGreen, também comemora. Além das posições que foram preenchidas em São Paulo, a Kunla também vai apoiar a seleção de funcionários para uma nova fazenda urbana em Belo Horizonte. “Nós, da BeGreen, geramos um impacto positivo na sociedade. Mas quando nos unimos a parceiros que também geram impacto, como a Kunla, chegamos mais longe”, finaliza o empreendedor, que sonha em ver transformadas as paisagens das grandes cidades brasileiras.

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