Um Pequeno Mundo para grandes conquistas

As primeiras turmas chegaram em outubro à Casa Pequeno Mundo para formação profissional (Foto: divulgação/Casa Pequeno Mundo)

Garantir um futuro melhor para toda uma geração. Esse é o objetivo da Casa Pequeno Mundo que acaba de iniciar suas atividades em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, oferecendo cursos profissionalizantes totalmente gratuitos para jovens da região. Uma proposta diferente para que todos tenham acesso a oportunidades iguais.

As instalações da Casa Pequeno Mundo surpreendem. Com prédios modernos recém-construídos, tudo foi pensado para oferecer as melhores experiências para os alunos. São mais de 30 disciplinas aglutinadas em quatro cursos cuidadosamente desenhados para assegurar formação profissional adequada e capaz de habilitar os jovens para o mundo do trabalho.

Dentre as escolhas disponíveis para os estudantes estão gastronomia, estética e beleza, edificações e reformas, e tecnologia da informação. “Esses cursos não foram criados aleatoriamente. Fizemos uma extensa pesquisa e nossas ofertas estão em sintonia com a vocação econômica de Bragança Paulista e arredores. Também levamos em conta o futuro do mundo do trabalho”, conta Celso Grecco, coordenador do projeto. “Existem muitos hotéis e restaurantes por aqui, por exemplo, assim como salões e clínicas de estética. Além disso, há uma enorme carência no Brasil por mão de obra especializada em tecnologia e o setor da construção civil é um dos mais carentes de inovação”, completa.

Mas não é só instrução técnica o que os alunos recebem na Casa Pequeno Mundo. A proposta pedagógica está apoiada sobre três pilares que colaboram com o sucesso dos jovens não só na escola, mas também na vida: criatividade, habilidade social e destreza. A primeira garante que os jovens sejam capazes de resolver problemas complexos de forma inovadora e criativa. A segunda garante que eles sejam capazes de trabalhar em grupo, lidar com situações desafiadoras e viver em sociedade. A terceira garante que sejam eficientes e eficazes na atividade que desejarem exercer.

As instalações da Casa Pequeno Mundo em Bragança Paulista (SP) (Foto: divulgação/Casa Pequeno Mundo)

“No mundo do trabalho, somos contratados pelas nossas habilidades técnicas. Mas, em geral, somos demitidos pelas nossas habilidades sociais — ou pela falta delas. Queremos garantir que os jovens não só saibam fazer, mas desenvolvam outras características que os permitam ter sucesso”, analisa Grecco. Cada jovem admitido na Casa Pequeno Mundo é orientado por tutores e pela equipe de apoio psicossocial. O processo começa com uma conversa individual na qual é formulado um plano de realizações pessoais e profissionais de curto, médio e longo prazo e no qual são tratadas vocações profissionais e sonhos de conquistas pessoais.

Ao longo dos meses em que estiver participando dos cursos na Casa Pequeno Mundo, conversas pontuais com o jovem vão sendo referenciadas pelo plano combinado: o quanto ele está caminhando na direção certa, que lacunas começam a ser identificadas, o que é possível fazer para mitigar e o que vai ser repactuado. Mesmo depois de encerrado o curso, o jovem segue acompanhado para que seja possível ampará-lo e orientá-lo.

Desde outubro, cerca de 50 jovens estudam na Casa Pequeno Mundo em uma fase piloto do projeto. A partir de 2019, serão 160 alunos por semestre, tempo de duração dos cursos. Com isso, serão mais de 300 jovens impactados todos os anos. Os pré-requisitos de seleção são ter entre 14 e 19 anos e estar em situação de vulnerabilidade social. Não é preciso estar frequentando a escola. “Queremos dar oportunidade a quem mais precisa dela”, sintetiza Celso Grecco.

A Casa Pequeno Mundo foi idealizada pelo empresário Edemir Pinto e sua família, motivados por um forte desejo de deixar uma marca transformadora na sociedade. Toda a instituição é mantida com recursos privados e gerida de forma independente, sem a participação de doadores ou do poder público. O nome, Pequeno Mundo, foi “herdado” da propriedade adquirida em Bragança Paulista para a construção da Casa de Ensino Profissionalizante. “Cada jovem carrega dentro de si um mundo — de sonhos, planos e desejos. Cada um deles tem um pequeno mundo a conquistar”, diz Grecco.

A participação da Kunla

Andrea (esquerda) com os filhos: oportunidade de trabalho mesmo sem vaga na creche para o pequeno Caio (centro)

A Kunla Social teve o prazer de colaborar com o início das atividades da Casa Pequeno Mundo. O papel da empresa foi o de apoiar o primeiro processo de seleção dos jovens impactados pela iniciativa. Para isso, foram mobilizadas agentes de recrutamento e seleção na região de Bragança Paulista. Elas identificaram e selecionaram jovens interessados em se capacitar e que enfrentavam dificuldades econômicas e sociais, e os indicaram para a instituição, responsável pela etapa final de seleção dos estudantes. Por cada um dos selecionados, a agente foi remunerada em R$150.

Andrea Alexandra dos Santos, mãe de dois, foi uma das agentes mobilizadas pela Kunla para selecionar alunos para a Casa Pequeno Mundo. Ela foi responsável por onze selecionados. Desempregada desde o nascimento de seu filho mais novo, hoje com 2 anos e sem vaga na creche, Andrea celebra a oportunidade de trabalhar. “Não tenho com quem deixá-lo e esse trabalho veio em boa hora. Quero que mais oportunidades como esta apareçam”, diz ela, que garantiu uma renda extra de R$1.650 para a família.

Celso Grecco finaliza: “são essas mulheres que mais conhecem a realidade das periferias e de regiões carentes. Poderíamos recrutar de diferentes formas, como anúncios e redes sociais. Mas não seria tão eficiente quanto contar com o apoio de quem está lá, inserida no cotidiano e na realidade desses jovens”.

Clique aqui para conhecer mais sobre a Casa Pequeno Mundo.


Já conhece a Kunla Social?
Somos um negócio inclusivo que conecta empresas com agentes autônomas de recrutamento e seleção que atuam dentro de suas comunidades.
Conhece empresas buscando profissionais? Indique a Kunla!