CLT ou PJ? Onde está sua “estabilidade” emocional?

Lab21
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Dec 9, 2017 · 3 min read

Por Daniel Lazaroni

Desde quando pedi demissão de um emprego “estável” CLT, comecei a reparar que, passa ano, vem ano, dezembro começa e é sempre a mesma história: memes e piadinhas sobre a chegada do (tão esperado) 13º salário. Acho que antes eu não percebia. Afinal, infelizmente, é muito mais fácil perceber o que a gente não tem do que o que a gente tem, né?

Ok, não vou ser hipócrita de que não tenho saudades desse momento em que a nossa conta bancária dá um superávit ou um alívio seja ele interessante ou momentâneo. Quase como um bônus pelo esforço da longa jornada e dedicação que tivemos ao longo do ano. Para uns, sentimento de alívio e reconhecimento para seguir no próximo ano com mais gás e energia e, para outros, anestesia para continuar a difícil jornada.

Pois é, desde então, já faz quase quatro anos que essa graninha extra não cai na minha conta e que, como se não bastasse isso, dezembro ainda chega com aquela carga de incertezas sobre o próximo ano: Será que o contrato daquele projeto vai ser renovado? Será que vai ter trabalho ano que vem? Será que é melhor aceitar essa demanda que está chegando agora, mesmo que eu não esteja com energia suficiente para realizá-la? Será que posso viajar e aproveitar o final do ano mesmo com essa maré de incertezas?

Aprendemos, desde cedo, que é importante nos preocuparmos com nossa “estabilidade” financeira, mas em nenhum momento somos convidados a questionar se os caminhos trilhados para obtê-la contemplam a nossa “estabilidade” emocional.

Escolher uma vida profissional de freelancer, autônomo, (micro)empreendedor não é tarefa fácil no Brasil. Nós pagamos mais caro pelos planos de saúde, não temos VR, VT, FGTS, 13º salário e nem férias remuneradas. Aliás, se não conseguirmos uma fonte de renda, nem acesso ao seguro desemprego podemos ter. (Se, ao menos, pagássemos meia entrada no cinema, né?)

Enfim, mas eu não estou aqui pra reclamar da parte ruim. Não à toa, iniciei o parágrafo acima com o verbo “escolher”, ou seja, a não ser que você tenha sido empurrado para estar nessa situação, ela foi e continua sendo uma escolha. Assim como você escolhe estar como CLT. O importante é estar bem com aquilo que se escolheu e saber que cada escolha vem com uma série de implicações.

Para cada implicação existe um sentimento. E esses sentimentos variam ao longo das nossas vidas. O importante é ver o que está mais vivo no momento.

Os sentimentos que acompanham as implicações da sua escolha são mais positivos do que negativos?

Eu, por exemplo, não acho que as coisas que disse sobre a tarefa difícil de ser um profissional independente no Brasil se sobressaiam aos benefícios dessa escolha, como, por exemplo, flexibilidade de horários e locais para trabalhar. Trabalhar nessas condições me traz sentimentos de liberdade e bem-estar que alimentam e reforçam a minha escolha e são um antídoto para as adversidades das implicações que as acompanha.

Agora eu te pergunto, o que está mais vivo dentro de você nesse momento? Sua escolha atual está alinhada a isso? Se não estiver sugiro que você aproveite o final do ano para repensar suas escolhas ;)

Em tempo: se você tem alguma dificuldade em entender seus sentimentos, esse outro texto pode te ajudar.


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