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O poder do combo “Facilitação + Games” na vivência de conceitos e experiências em grupo

Por Daniel Lazaroni

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Foto das cartas do "Jogo da Rede Escola Digital"

Há algumas semanas, fui responsável por facilitar umas das atividades para o VI Encontro de Lideranças da Rede Escola Digital — um evento do projeto Escola Digital realizado pelo Instituto Natura e pela Fundação Telefônica-Vivo em parceria com a Fundação Lemann, Inspirare e Fundação Vanzolini.

Coube a mim “apresentar” as propostas de novas funcionalidades e fluxos para curadoria e compartilhamento de acervo de recursos educacionais digitais para as diversas plataformas da Rede.

O contexto

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Foto dos participantes do VI Encontro de Lideranças da Rede Escola Digital

Bom, provavelmente você deve estar se perguntando que raio é esses de “novas funcionalidades e fluxos” e esta era, justamente, a minha preocupação para que a atividade não ficasse difícil e técnica demais, pois envolvia as definições de tecnologia, interface do usuários e outros conceitos de nome e entendimento complicados.

O evento contaria com aproximadamente 25 pessoas responsáveis pelo projeto nas diversas secretarias de educação de estados e municípios que aderiram ao projeto. O tempo reservado para a atividade era de uma hora e meia. Para piorar, essa seria a última atividade de um longo primeiro dia de evento. Ou seja, um momento em que a dispersão e o cansaço já tomavam conta dos participantes.

A proposta

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Eu apresentando o jogo para os participantes

Eu tinha uma descrição extensa de recursos e funcionalidades para o que eu iria apresentar e também tinha desenhos para ilustrar as possibilidades da proposta de interface. Na prática, isso significava um material para uns 30 slides e uma hora e meia era até pouco para expor as ideias. Porém, a chance dos participantes dormirem durante a minha fala era quase tão certa quanto a chance de você colocar o dedo na tomada e levar um choque.

Foi por isso que eu resolvi unir os aprendizados que tive durante minhas formações e estudos em design, game design e facilitação de grupos para criar um jogo de cartas no qual os participantes pudessem vivenciar, na prática, todo o conteúdo que eu iria expor.

O jogo

Ao invés de eu falar o que acontece quando “um usuário da rede publica um novo conteúdo no acervo” eles teriam que pegar uma das cartas do maço intitulado “cartas de ações”, seguir as orientações contidas nela e, eventualmente, distribuir outras cartas do maço “cartas de notificações” para os demais jogadores (ou usuários da Rede).

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Participantes jogando o jogo criado

À medida que eles jogavam, os fluxos e as novas funcionalidades foram sendo apreendidos na prática, de forma analógica (fazendo as devidas anotações em uma folha criada para o jogo) e, assim, simulando os acontecimentos do que o sistema digital faria na prática com a proposta que iria ser apresentada aos participantes.

E qual a graça disso tudo?

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Momentos de descontração e diversão durante o jogo

A graça foi ter visto o grupo de participantes altamente entusiasmados (mesmo após um dia inteiro de evento) em ganhar mais pontos do que os outros jogadores, além de ver outros tantos perdendo pontos através das “cartas-trolls” criadas para deixar o jogo mais divertido.

Um exemplo de “carta-troll” é quando uma carta retirada informava que o secretário de educação do seu estado iria “descontinuar o projeto” e o jogador deveria elaborar um discurso para os demais avaliarem se a sua argumentação para a continuidade do projeto seria convincente ou não. Se a fosse, ganharia pontos e, caso contrário, perderia:

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Exemplo de "carta-troll"

E depois…?

Ao final, para a minha alegria, os participantes estavam sorrindo, felizes e empolgados com os novos fluxos de curadoria e compartilhamento do acervo. Eles haviam não só entendido as novas funcionalidades propostas para a plataforma como exposto, por meio da diversão, suas considerações para co-criarmos melhorias e adaptações ao projeto.

Para nós que estávamos ali, ficou claro o poder de um simples jogo de cartas para vivenciar na prática conceitos abstratos que poderiam ser interpretados de diferentes formas. Através de uma dinâmica interativa foi possível re-energizar o grupo em um momento tão cansativo quanto o final de um dia inteiro de evento.

Viva a facilitação! Viva os games! Viva o poder dos grupos!

Quem quiser mais detalhes do jogo me escreve para daniel@lab21.co

(*) fotos produzidas por Della Rocca Imagens

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