O que aprendi sobre ser um facilitador

Por Daniel Lazaroni

(Liniers)

Durante intensos 6 dias, distribuídos em três finais de semana entre maio e setembro deste ano, me dediquei à minha formação de facilitador através da incrível Jornada da Facilitação oferecida pela Kailo Desenvolvimento Humano. Neste post, compartilho com você um breve resumo dos meus aprendizados sobre o que é ser um facilitador, porque essa prática é tão importante nos dias de hoje e como isso têm me ajudado a construir a caminhada do Lab21.

Aprendizagem é um processo que nos acompanha por toda nossa vida. Se engana quem ainda acha que nossa etapa de formação acabou ao sairmos da escola, faculdade ou até da pós graduação. A busca por conhecimento nos acompanha até o fim. É ela que nutre nossa sabedoria, curiosidade e evolução pessoal e profissional.

Contudo, a forma como aprendemos vem mudando. Ela acompanha a evolução tecnológica dos nossos tempos e, à medida que ficamos adultos, vamos ficando mais exigentes com os processos de aprendizagem. Na visão da andragogia (ou “pedagogia para adultos”), o adulto é responsável por suas decisões e por sua vida, por isso, quer ser visto e tratado pelos outros como capaz de se autodirigir.

Mas o que é Facilitação?

Quando falamos de processos de aprendizagem para adultos, especialmente em grupo, uma ótima ferramenta para apropriar-se é a Facilitação. Ela possibilita um ambiente mais participativo dos indivíduos e do grupo. Possibilita a troca de conhecimento, experiências e práticas. Possibilita uma vivência mais rica, mais adaptável e colaborativa do grupo.

Para isso, é claro, existem uma série de ferramentas, dinâmicas e metodologias que auxiliam o facilitador na hora de desenhar processos para solucionar questões ou problemas e até mesmo para uma aprendizagem mais rica e coletiva. Algumas delas, o amigo e facilitador Alex Bretas já listou brilhantemente no Kit Educação Fora da Caixa. Tais como: World Café, Open Space, Pro Action Café, Aquário, etc.

Onde eu posso usar a Facilitação?

A facilitação pode ser utilizada em grupos pequenos ou em grande grupos de pessoas. Um encontro, evento, reunião ou, até mesmo, uma sala de aula são exemplos de locais propícios para a facilitação florescer. Com tanta informação disponível, as pessoas querem algo mais do que apenas consumir informação de forma passiva. Elas querem participar, adaptar, serem ouvidas e contribuir com o momento. E o facilitador é quem vai propiciar condições para que isso aconteça naturalmente.

Logo após o primeiro módulo de minha formação como facilitador, tive a oportunidade de vivenciar em uma sala de aula de pós-graduação como é ser um professor-facilitador e aplicar algumas ferramentas da facilitação. O meu papel foi mediar e não, simplesmente, transmitir o conhecimento para a turma. (Aqui, eu conto como foi essa experiência e a receptividade dos alunos).

E por quê é bom usar a Facilitação?

A querida Brené Brown, em seu livro A Coragem de Ser Imperfeito, diz que “(…) estamos aqui para criar vínculos com as pessoas. Fomos concebidos para nos conectar uns com os outros. Esse contato é o que dá propósito e sentido à nossa vida, e, sem ele, sofremos.”

O maior legado que a facilitação pode trazer para um momento em grupo é esse vínculo que a Brené fala. Através dele entramos em um processo de conexão muito forte com o outro, com o grupo. Nesse momento, todas as trocas de experiências, conhecimento e de afeto ficam propícias. O grupo se enriquece junto com cada indivíduo isoladamente.

Resumindo em uma pequena frase, o papel do facilitador, ao meu ver, é esse: confiar no grupo e criar / fortalecer os vínculos. O resto é consequência e acontece naturalmente.

Para terminar, gostaria de deixar uma pergunta: quais foram os momentos mais marcantes que você já vivenciou em grupo? Por quê? O que aconteceu? Como você se sentiu?


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