Começar de novo: a reinserção de ex-presidiários

Por Bruno de Lima, Gabriela Leite e Catarina Borsari, alunos do 1º JOD

A importância de instituições e do Estado na reinserção de ex-presidiários na sociedade.

Janeiro de 2017. O clima no sistema penitenciário paulistano é tenso. As notícias das rebeliões iniciadas em Roraima e no Rio Grande do Norte tornam a Penitenciária de Bauru um barril de pólvora. Bastou uma apreensão de um celular para que, no dia 14 de janeiro, os presos se rebelassem e assumissem o controle do complexo penitenciário.
 Apesar da repercussão das rebeliões na região norte serem maiores, a rebelião de Bauru trouxe a pauta da deficiência do sistema penitenciário para o cenário de São Paulo. Péssima infraestrutura, superlotação e corrupção tornam o período de encarceramento apenas um hiato na vida criminosa — muitas vezes nem isso -, bancado pelo Estado.

A reinserção de ex-presidiários deve incluir tanto medidas educativas, quanto de reintrodução do ex-detento no mercado de trabalho. Como isso não acontece e grande parte dos que são detidos volta a cometer crimes, é de se concluir que o sistema penitenciário atual é inútil.

Para expor uma alternativa a essa realidade, entrevistamos Luiz Brandileone, diretor adjunto de Comercialização da Funap (Fundação “Prof Dr Manoel Pedro Pimentel”). Luiz nos explica como a fundação financiada pelo governo do estado busca reinserir os presidiários — ainda durante o regime -, na sociedade por meio de medidas socioeducativas e oficinas
 Também falamos com Valdinei, ex-lutador de boxe, ex-presidiário e hoje caminhoneiro. Preso e reincidente, Valdinei abandonou o crime e agora nos conta o que o levou a, na época, mesmo após ser detido, retornar a práticas ilícitas.