Fundação Pró-Sangue (SP): aspectos sobre a doação e a transfusão

Por Brenda Mendes Teixeira, Bruna Vasconcelos e Marília Leão, alunas do 1º JOD

A Fundação Pró-Sangue (FPS) é uma instituição pública ligada à Secretaria de Estado da Saúde e ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com a qual mantém um compromisso de cooperação acadêmica e técnico-científica. Como instituição voltada às áreas de medicina transfusional e terapia celular, é considerada referência pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e pelo Ministério da Saúde.

Criada em 1984, a FPS tem como principal missão fornecer sangue, hemocomponentes e serviços hemoterápicos de acordo com a legislação vigente e com os padrões internacionais de qualidade. Sua sede está localizada no primeiro andar do prédio dos Ambulatórios do Hospital das Clínicas, na avenida Doutor Enéas Carvalho de Aguiar, 155, na capital paulista. Possui seis postos fixos para doação de sangue espalhados pela cidade de São Paulo e região: no Hospital das Clínicas, no Hospital do Mandaqui, no Hospital Dante Pazzanese, no Hospital Regional de Osasco, no Hospital Municipal de Barueri e no Hospital Geral de Pedreira. Os seis postos também recebem as bolsas coletadas pela Fundação.

Esta reportagem tem por objetivo demonstrar que, por mais que a doação seja um ato simples, atrair o maior número possível de doadores passa por uma literal “força tarefa” por parte da equipe da Fundação. A preparação das bolsas, os riscos e em que momentos a transfusão é indicada também serão assuntos contemplados na matéria. Foi entrevistado um grupo de captadoras de doadores, a chefe do departamento do controle de qualidade e imuno-hematologia e a chefe da divisão do departamento de imuno-hematologia e agências transfusionais da Fundação Pró-Sangue.

Os desafios da doação

O volume de sangue coletado pela FPS equivale a aproximadamente 32% do consumido em toda a Região Metropolitana de São Paulo. Essa tarefa representa um grande desafio diário, uma vez que o sangue é fruto de doação voluntária e, em nosso país, ainda não há uma cultura da doação rotineira de sangue.

Todos os processos e procedimentos da FPS estão certificados pela ISO 9001/2008 e acreditados pela Associação Americana de Bancos de Sangue (AABB).

A doação de sangue é imprescindível à salvação de vidas. Doar sangue é um ato de solidariedade que pode mudar quadros críticos de pacientes que precisam de uma doação urgente. É uma pequena ação que o ser humano pode realizar, mas com consequências muito maiores do que ele mesmo tem consciência na grande maioria dos casos. É preciso haver uma conscientização.

A doação de sangue, conforme uma reportagem do site da BBC (http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150812_sangue_doacoes_brasil_lgb)e confirmada pelas entrevistadas, é algo não inserido na cultura brasileira, aqui Brasil poucas pessoas têm o hábito de doar sangue. É necessário criar a prática de doar. Atualmente, são coletadas no Brasil cerca de 3,6 milhões de bolsas/ano, o que corresponde ao índice de apenas 1,8% da população doando sangue. Visivelmente pouco.

A doação de sangue no Brasil é muitas vezes vista apenas como uma oportunidade de sair do serviço para aqueles que precisam de uma folga no trabalho. Afinal, toda empresa é obrigada a pagar o dia ao doador, segundo a Lei nº1.075, de 27 de março de 1950. Além disso, como comentado em entrevista com a captadora de doadores, os brasileiros possuem o péssimo hábito de irem a lugares de doação quando precisam, devendo ser ao contrário e não dessa maneira. A crítica vinda disso é forte, o dia justificado pode ser uma fonte do doador também ganhar algo, e não necessariamente uma atitude altruísta. É o que popularmente se chama de “via de mão dupla”, porque, ao mesmo tempo em que o doador recebe o dia justificado, ele ajuda a um desconhecido, portanto o peso na consciência talvez nem vá existir.

A doação com maior índice é a vinculada, que acontece através do trabalho das captadoras de doadores da Fundação Pró-Sangue.

Doação vinculada

Nesta entrevista, a captadora de doadores Roseli Sartori di Domenico explica como funciona o processo de procura a possíveis doadores.

Nosso trabalho aqui é sensibilizar os familiares dos pacientes internados ou em tratamento sobre a importância da doação de sangue. Dentro desse processo, a gente procura fidelizar, porque é muito mais fácil um indivíduo que já está sensibilizado pelo que a família está passando, está muito mais sensível e atende ao apelo um pouco mais rápido do que o voluntário. Há a tentativa de fidelização, pois daqui a um tempo a pessoa vai embora e não volta mais.

Essa tentativa de fidelização feita pelas captadoras existe para que, quando determinado paciente que se encontra internado receber alta, seu familiar não venha a se esquecer da importância dessa ação. Então essa fidelização é a forma que elas usam como conscientização, para que o familiar possa voltar, para que ele possa entender a importância, não só porque há um familiar internado, mas também porque há pessoas que necessitam do recebimento de sangue todos os dias, não só naquele determinado período de tempo.

A doação vinculada é um dos poucos métodos para aumentar o pouco de doação que temos hoje. Nem todos os pacientes que estão internados precisam receber o sangue, porém a colaboração de todos os familiares das pessoas que estão internadas é necessária, senão os níveis de todos estariam muitos mais baixos. É necessário também o processo de busca gerado nos leitos da fundação. As captadoras visitam cada quarto. Quando o paciente é lúcido existe essa conversa e a tentativa de conscientização sobre a importância da doação, que pode ser de sua família. Fora a busca de doadores nos leitos, o trabalho também é feito via telefone. Elas possuem o cadastro da família dos pacientes e ligam buscando mais pessoas para preencher um banco que poderia conter muito mais sangue considerando-se toda a população existente e apta a doar.

Uma das captadoras da Fundação Pró-Sangue, Maria das Mercês dos Santos Silva trabalha uma vez por semana no ITACI (Instituto de tratamento de câncer infantil) e em uma entrevista, compartilha conosco a conscientização das mães em uma história. As crianças desse instituto precisam receber muitas transfusões de sangue, e uma delas necessitava de uma demanda muito grande. Porém não tinha condição de trazer doadores, então as mães criaram entre si uma campanha para conseguirem doadores. Quarenta e um foram levantados para a doação, e isso gerou uma campanha contínua, mesmo que suas crianças de fato não precisassem. Como a vida daquelas crianças durante o período de internação é toda ali, acabam-se criando vínculos, “uma família”, como elas próprias se definem. A ideia dessas mães de se juntarem e buscarem doações, muitas vezes delas mesmas, é inspiradora.

Preparação das bolsas

Assim que a bolsa sai da coleta, vai direto para o setor de processamento e as amostras do doador vão para laboratório. Como explica a chefe do departamento do controle de qualidade e imuno-hematologia, Silvia Leão Bonifácio: “Ao chegar no setor de processamento, a bolsa é pesada e serão separados os hemocomponentes específicos. Então, de um sangue total, através da centrifugação, podem ser separados em concentrado de hemácias (ou glóbulos vermelhos), concentrado de plaquetas e plasma. Se a bolsa não atinge o peso específico, não poderá ser processada”.

Após serem produzidos, os hemocomponentes ficarão armazenados em local e temperatura específicos e controlados para manter sua máxima funcionalidade e eficácia, até a utilização. Entretanto, antes da liberação para uso, permanecerão em quarentena, aguardando a realização de exames obrigatórios pela legislação vigente destinados fundamentalmente à detecção de doenças infecciosas transmitidas pela transfusão. Os testes atualmente obrigatórios por lei são: sorológicos para doença de Chagas, sífilis, HIV, hepatites B e C e HTLV-I e II, e teste NAT (em inglês, Teste de Ácido Nucleico) para hepatites B e C e HIV. Somente após a confirmação de resultados negativos em todos esses testes é que as bolsas são liberadas para uso nas instituições de saúde abastecidas pela Fundação Pró-Sangue.

O vírus HIV possui uma fase chamada “janela imunológica”, na qual os testes para a doença dão resultado negativo mesmo que o indivíduo já esteja contaminado. Quando perguntada sobre a existência de um tipo teste mais eficaz para detectar a presença do vírus HIV no sangue coletado antes dos exames comuns, Silvia responde: “Hoje nós já fazemos um teste molecular para a detecção do vírus. Antes do conhecimento da biologia molecular, os testes para verificar se a pessoa estava ou não infectada era através do seu anticorpo. Então, quando um hospedeiro (no caso o vírus) entra dentro do organismo, este tenta combater o corpo estranho produzindo anticorpo. Porém esta reação depende da resposta imunológica do indivíduo, o que pode levar até 20 dias. Com a descoberta da biologia molecular os testes foram avançando e hoje o teste detecta quantas cópias de vírus o organismo produziu, e não mais o anticorpo, reduzindo o tempo de identificação da doença para oito dias ”.

A infraestrutura de certos bancos de sangue também pode influenciar de maneira negativa na preparação de uma bolsa. Como, por exemplo, cadeiras não apropriadas para que os doadores sentem podem provocar dores e dificultar a demanda. Não ter os equipamentos adequados na hora da separação da bolsa pode causar até um prejuízo para o paciente, porque os hemocomponentes podem não estar dentro das especificações. Também pode ser prejudicial não possuir a infraestrutura necessária para a realização de todos os testes sorológicos. A chefe do departamento do controle de qualidade e imuno-hematologia também frisa que o banco de sangue sempre vai depender de bons profissionais, que entendam dos testes que estão sendo realizados e tomem conta do processo produtivo, para que no final o hemocomponente esteja dentro das especificações que o Ministério da Saúde preconiza.

Riscos de uma transfusão

Nesta entrevista, a chefe da divisão do departamento de imuno-hematologia, Carla Luana Dinardo, esclarece algumas das principais dúvidas sobre o processo de transfusão, os riscos e cuidados envolvidos no processo e explica as razões dos procedimentos de triagem e importância da honestidade do doador.

Quais são os principais riscos de uma transfusão sanguínea?

Drª Carla: Alguns deles envolvem o sistema imunológico do paciente que recebe a transfusão e outros são complicações que envolvem a própria bolsa. Com relação ao paciente, ele tem um grupo sanguíneo e quando recebe uma bolsa ela é selecionada para ser idêntica ao tipo ABO e Rh dele. Mas, eventualmente, ocorrem erros que podem ocasionar a destruição dos glóbulos vermelhos que foram transfundidos. A isso dá-se o nome de hemólise, que inclusive pode ser fatal. Um exemplo para facilitar a compreensão: temos um paciente de tipagem, o que está aguardando a transfusão. Se ele recebe uma bolsa que é de tipagem A, uma bolsa incompatível — talvez ocasionada por uma troca de amostra -, no momento em que o glóbulo vermelho A chegar na circulação desse paciente que é O, ele vai ser imediatamente destruído, e isso pode ter uma consequência para o paciente muito grave, até mesmo a morte. Agora, no caso de não envolver erro do laboratório, contamos também com a resposta imunológica do paciente, que pode ser, por exemplo, uma reação alérgica. Da mesma forma que algumas pessoas têm reações alérgicas a alguns tipos de alimentos, há pessoas que têm em seu organismos células e produtos capazes de reconhecer alérgimos contidos na bolsa, que em última análise eram alérgimos contidos no corpo do doador. Logo, quando recebem a bolsa de sangue eles têm alergia, ficam com manchas no corpo, começam a se coçar, às vezes incham a boca, ou seja, têm uma alergia àquele produto que foi transfundido. Outra reação que pode haver é a febre, que pode aparecer por duas razões. Uma, porque quando aquele paciente recebe a bolsa ela está cheia de célula de defesa do doador, liberando uma série de substâncias que causam essa febre no paciente. É uma reação relativamente comum e até mesmo benígna, pois você só medica o paciente com um antitérmico e ele melhora. Agora, existem situações em que essa febre pode ser causada por uma contaminação de bactéria da bolsa. Vamos supor que o doador se encontra numa situação de infecção, ou está, por exemplo, com diarreia. Essas bactérias presentes em seu corpo passarão para a bolsa e serão transmitidas ao paciente durante a transfusão. E isso pode ser muito grave, pois o paciente que recebe a bolsa já está muito imunecomprometido. Por isso pesquisamos as bactérias nas bolsas coletadas, para que não tenha esse tipo de complicação.

Por fim, existem causas que não envolvem o sistema imunológico direto, mas que também podem causar algum efeito no corpo do paciente. Uma delas é quando pegamos uma bolsa na geladeira, que está com a temperatura muito fria, e precisamos utilizá-la com uma certa urgência. Isso no corpo do paciente faz, consequentemente, sua temperatura baixar, e podemos ter um caso de hipotermia.

Não podemos esquecer também da transmissão de doenças virais, e (por mais que façamos testes para HIV, hepatite B, hepatite C, sífilis) mesmo assim temos taxa residual de contaminação. Então quer dizer que os pacientes que recebem a transfusão têm risco de adquirir essas doenças. Nesse aspecto, contamos muito com a veracidade passada com as informações do doador. Então, se ele teve comportamento de risco, exposição, não pode doar sangue, porque cai no que chamamos de janela imunológica. Com nosso teste hoje de HIV, conseguimos detectar onze dias após a contaminação, mas, ainda assim, por mais que você teste, o risco de ser passada a doença ao paciente existe. Por isso falamos muito sobre isso. Se o paciente teve exposição a algum tipo de risco, que não venha testar no banco de sangue, porque você acaba colocando em risco a vida da pessoa que receberá a bolsa.

Então vocês sempre contam com a honestidade do doador mais os testes, que são muito sensíveis, para evitar que ocorram complicações para os pacientes?

Drª Carla: Cada vez avançamos mais nos testes, então HIV são dez, onze dias, é muito curto o período, e nós detectamos o próprio material genético do vírus, o teste é muito sensível, mas mesmo assim, todas as doenças virais possuem uma jogada, e o que acontece é que temos os buscadores de testes, justamente a pessoa que teve comportamento de risco, fez uso de droga, teve relação desprotegida, situação de risco, ela vem ser testada antes dos onze dias, essa é nossa pior situação, o teste dela dará negativo e podemos transmitir a doença da pessoa, para o paciente. O certo é ir a um laboratório, pedir para o seu medico pedir testes e assim você poderá doar tranquilamente, pois é perigo para a pessoa que doou achar que deu negativo e está tudo bem, e para o receptor desse sangue, que poderá se contaminar. O doador passa por uma série de perguntas, abordando justamente o assunto sobre situações de risco, indagamos de acordo com a lei, e a pessoa podenegar tudo, depois disso ela vai a um lugar isolado, sem contato com nenhum funcionário da pró sangue, e ai perguntam em uma tela de computador, se a pessoa obteve comportamento de risco para HIV, se ele responder que sim, ninguém verá, ele fará o processo normalmente, o teste será feito, mas a bolsa de sangue será descartada. Nós damos a oportunidade de discrição ao doador para não acontecer nenhum constrangimento.

A seguir, um aúdio da doutora Carla respondendo uma pergunta relacionada a uma reportagem em que um homessexual teria se sentido ofendido por sua doação ter sido rejeitada por nos últimos 12 meses ter feito sexo com outro homem.

https://www.youtube.com/watch?v=tfQI21ZeH0c&feature=youtu.be

Em quais casos é recomendada uma transfusão sanguínea?

Drª Carla: Existem algumas situações. Temos três componentes principais do sangue. Um é o concentrado de hemácias, você indica quando um individuo tem um caso de anemia que esta causando prejuízo à saúde dele, podendo ter uma anemia aguda, perda de sangue e ele precisa repor, ou ele possui uma perda crônica, está tendo falta de ar quando anda, cansaço, fazendo quimioterapia. Em qualquer caso em que o paciente possui quadro de anemia com sintomas, é indicada a transfusão de hemácias. Também está indicada a transfusão de hemácias como reserva para cirurgia. Então se o paciente irá realizar uma cirurgia e possui a previsão de perder sangue, você já deixa reservada a bolsa, porque na hora que o paciente está anestesiado você não irá perceber os sintomas, mas vê a perda e repõe com a hemacia. Transfusão de plasma você faz quando a pessoa tem algum problema na coagulação, então o paciente que tem deficiência de algum fator de coagulação, paciente que tem problema no fígado e que não coagula o sangue, você dá o plasma de um individuo que está cheio de fator de coagulação. EWles fazem o trabalho e a pessoa para de sangrar ou tira a propensão para o sangramento.

As plaquetas são recebidas por aqueles que possuem deficiência de plaqueta muito grave ou quem tem deficiência e está em sangramento. Essa população é principalmente a de pacientes oncológicos. Eles fazem quimioterapia, a plaqueta cai bastante e eles precisam receber plaqueta para evitar sangramentos, desde sangramento na gengiva a sangramento no crânio.

Os pacientes têm algum tipo de medo em receber o sangue? Vocês apresentam os riscos ou há a tentativa de deixar o paciente mais tranquilo para poder receber?

Drª Carla: Acredito que somos “terroristas” nessa parte. Por critério de qualidade, somos obrigados a deixar o paciente ciente de todos os riscos que ele tem com a transfusão. Inclusive ele pode recusar a transfusão, porque sabemos que a maior parte das pessoas desconhece os riscos. Nós aplicamos um termo específico, orientando o paciente, mas o maior índice de recusa é por questão religiosa. Por mais que os pacientes tenham um pouco de receio, eles confiam muito na equipe que indicou a transfusão, confiam muito na equipe médica, acreditam no beneficio que terão com aquilo. Isso, por si só, acalma o paciente. A pessoa que está com anemia melhora tanto quando recebe a transfusão que ela acaba até esquecendo os riscos, é uma melhora muito significativa. O que não pode ocorrer é uma má indicação de transfusão, porque os riscos pesam mais se não há benefícios.

Vocês possuem uma grande quantidade de descarte após as análises?

Drª Carla: Não tanto, temos uma triagem clinica muito boa, então o descarte é baixo. A triagem rejeita cerca de 15% dos candidatos a doação, temos um indicador que não podemos rejeitar nem muito nem pouco, temos uma média mundial e estamos dentro dela. Mas o descarte posterior é baixo, pois a triagem realmente tem um grande efeito em seu trabalho.

Considerações finais sobre o processo de doação…

Com o desenvolvimento desta reportagem foi possível notar a grande importância da doação. Um ato simples, que gasta pouco tempo do doador, mas tem um grande impacto para o receptor. Os testes realizados nas bolsas são feitos minuciosamente por profissionais que visam a eliminar todo e qualquer tipo de risco ao paciente. O trabalho da Fundação Pró-Sangue é de extrema relevância para a sociedade. Abastece não apenas o Hospital das Clínicas, mas outros seis postos de São Paulo. O dia 14 de junho é considerado o Dia Mundial do Doador, e só resta esperar a colaboração da sociedade para que os níveis de doação aumentem.

Fotos das nossas entrevistadas

Roseli Sartori di Domenico — Captadora de doadores
Silvia Leão Bonifácio — chefe do departamento do controle de qualidade e imunohematologia
Dr. Carla Luana Dinardo — chefe da divisão do departamento de imuno-hematologia