Introdução aos esportes americanos

Por Gabriel Ambrós, Giovanni Chacon e Victor Gomes, alunos do 1º JOD

N a próxima série de posts falaremos sobre o crescimento dos esportes americanos no Brasil, mais especificadamente Futebol Americano, Baseball e Basquete.

Muito mais do que só o aumento das audiências das ligas NFL, de Futebol Americano, MLB, de Baseball, e NBA, de Basquete, mergulhamos na atual condição destas modalidades no país, tanto como sua inserção na cultura esportiva brasileira.

A seguir, abordaremos uma série de participantes desse universo, sendo estes, comentaristas, jogadores, dirigentes e colaboradores, que nos elucidarão acerca da realidade da pratica desses esportes em terras tupiniquins e da febre que os envolve.

Por mais que as histórias muitas vezes se coincidam os três esportes apresentam trajetórias diferentes.

O Futebol Americano é de longe o mais precoce. Há cerca de dez anos no Brasil, o esporte ainda se encontra em um cenário de amadorismo, porém, é o que mais cresce.

O esporte também é a maior febre do telespectador. Os canais ESPN Brasil, que transmitem a NFL, desde os anos 1990, vem batendo recordes ano após ano, mostrando a força da bola oval no país.
 Segundo a medição da própria emissora, o público entre 2013 e 2016 cresceu incríveis 800%.

Já o baseball é dos três o mais tímido. O esporte, muito influenciado no Brasil pela imigração japonesa é menos praticado, enquanto a liga americana, a MBL, é a menos assistida em comparação com a NFL e a NBA. Mesmo assim, por mais que se mostre um pouco lento, o crescimento existe.

De 2013 a 2014, a audiência da liga nos canais ESPN quase dobrou, alcançando na temporada regular 2,4 milhões de pessoas, e nas finais 780 mil telespectadores.

Por fim, o basquete é dos três o que detêm a história mais rica. Há mais de cem anos no país, o esporte deixou de ser só uma modalidade americana, e se tornou uma das favoritas e mais populares do brasileiro.

Duas coisas, porém, impressionam. Em primeiro lugar a febre em que se tornou a NBA no Brasil. Entre 2015 e 2016, os playoffs da competição apresentaram um aumento de 71% da audiência. Já de 2016 para esse ano, o aumento se provou constante, chegando a 64%.

Em segundo lugar, impressiona o crescimento da nossa liga nacional de basquete, a NBB, que cada vez mais acumula ideias modernas, norteando o esporte no Brasil para um futuro animador.

Esportes americanos: fenômenos de audiência

Há dez anos atrás era difícil imaginar que a transmissão de uma partida da NBA, da NFL ou da MLB seria um grande negócio para um canal televisivo, ou que despertaria grande movimentação na internet. Os tempos, porém, vem para mudar e hoje as ligas americanas de basquete, futebol americano e baseball gozam de audiência, fanatismo e assiduidade dos telespectadores.

Os números não mentem, no caso da NBA o crescimento da audiência nas últimas temporadas se mostra estrondoso. A ESPN, que transmite o campeonato há mais de vinte e cinco anos, registrou um crescimento de 60% do público do primeiro jogo das finais dessa temporada em relação à anterior. A temporada 2015/2016 já havia apontado um crescimento de 72% da audiência em relação à 2015/2014.

O mercado cresceu tanto que outro grande canal de esportes comprou a briga pelos direitos de transmissão do evento, a SPORTV. A emissora do grupo Globo passou, em 2015, a também transmitir a liga, aumentando ainda mais o público, número de jogos transmitidos e promoção do evento no país.

No lado do futebol americano o crescimento anima ainda mais, o esporte, até pouco tempo atrás desconhecido do público brasileiro vem se tornando febre na telinha. Dois canais transmitem o evento a ESPN e o Esporte Interativo.

A primeira, registrou entre 2013 e 2016 um aumento de 800% dos telespectadores da liga. O Superbowl, grande final do torneio, vem a cada ano batendo recordes, em 2017 754 mil pessoas assistiram à partida no canal, 54% a mais que no ano passado, que por sua vez havia registrado 63% do público de todos os canais esportivos.

O Esporte Interativo passou a transmitir a liga em 2012 e já registra grandes marcas. Com a transmissão do Superbowl exclusiva para a antena parabólica o canal atingiu incríveis um milhão e quatrocentos mil telespectadores na transmissão do evento deste ano.

Já no Baseball, o crescimento também é grande. Hoje, a exemplo da NBA e da NFL, dois canais transmitem a MLB, a ESPN e a FOX Sports.

Em 2014, a audiência da liga norte-americana na ESPN cresceu 93% em comparação com os números da temporada anterior. Outro marco importante para a promoção do esporte no país foi o jogo 7 (ultimo) das finais entre Cleveland Indians e Chicago Cubs que disputavam o título que não conquistavam a mais de cinquenta anos. Naquela noite, o canal registrou a maior audiência de uma partida de baseball no Brasil.

Além da telinha, o grande trunfo do aumento das audiências e popularização dos esportes no Brasil é a internet, mais precisamente as redes sociais. Com milhares de perfis dedicados a falar sobre as ligas, as informações são espalhadas mais rápido e atingem cada vez mais pessoas.

Um exemplo da assiduidade dos fãs na rede social são os tranding topics do Twitter, ferramenta no qual é mostrado o assunto mais comentado na rede social. Nos últimos anos, initerruptamente, em dias de finais, quem lidera a ferramenta são os esportes. No Superbowl do ano passado por exemplo, a hashtag elaborada pela ESPN foi utilizada 170 mil vezes, se tornando um dos assuntos mais comentados no Brasil e no mundo.

Entendenda o baseball

O Baseball é um esporte simples de ser compreendido caso assistido com atenção e paciência. Os jogos são disputados por duas equipes de 9 jogadores, porém, os times não ficam simultaneamente no campo. Quando um time ataca (rebate), a jogada é iniciada por um dos defensores (lançador).

Placar

O placar é simples. O time visitante começa rebatendo e o da casa se defendendo, uma cordialidade, se é que podemos dizer assim.

Existem 9 entradas regulares (uma entrada nada mais é do que a soma de um ataque de cada equipe). Através dessas entradas, o placar se desenvolve e em caso de empate, tem entradas-extra, ou seja, o jogo nunca termina empatado.

Como pontuar?

Para que a sua equipe pontue, o jogador precisa avançar as duas bases e retornar ao home plate (base onde a bola é inicialmente rebatida). Isso pode acontecer de algumas maneiras:

Andando todas as bases conforme o ataque acontece: Vamos exemplificar, caso o jogador rebata e chegue até a primeira base salvo, outro jogador do time irá rebater. Caso esse segundo rebata corretamente, o da primeira base tem a oportunidade de avançar para a segunda, terceira ou até para o home plate, dependendo é claro do quão boa foi a rebatida do seu companheiro de equipe.

Walk: Caso as bases estejam com jogadores de ataque, e o rebatedor seja atingido pela bolinha do lançador, o mesmo avança para a primeira base gratuitamente, o da primeira avança para a segunda, o da segunda para a terceira e o da terceira para o home plate, concretizando o ponto

Home-run: O momento mais aguardado do jogo, quando o rebatedor joga a bola para fora dos limites do campo, tirando qualquer chance da defesa conseguir pegar a mesma.

POSICIONAMENTO

  1. Pitcher (lançador): O pitcher tem uma função simples, porém importante. Cabe a ele lançar a bola de modo que o atacante adversário não consiga rebater. Para isso, efeitos na bola são utilizados na hora do lançamento, e por isso, a habilidade do mesmo conta muito.

2. Catcher (receptor): Basicamente é o atleta que recebe o lançamento de seu companheiro, e evita que a bola vá para muito longe. Mesmo com o catcher, erros defensivos acontecem, e o adversário pode avançar (caso seja ágil o suficiente para “roubar a base”).

3. 1st base (Primeira base): Serve para proteger a primeira base defensiva. Muitas rebatidas acabam sendo fracas e correm para os defensores. É ele o responsável para receber o passe e queimar o adversário, protagonizando um “out”

4. 2nd base (Segunda base): A mesma função do “primeira base”, mas tem o dever de ficar atento aos roubos de base do adversário, caso esse já esteja “salvo” na primeira base.

5. 3rd base (Terceira base): Tem a mesma função dos outros dois, mas é a última chance de evitar a pontuação adversária. Também deve ficar atento as bolas rasteiras que podem complicar a defesa de seu time.

6. Shortstop (Entrebases): O entrebase serve como um auxílio para o 2nd base, muitas vezes evitando que a bola vá para longe.

7. Left Field (Defensor esquerdo): Tem o dever de se entregar ao máximo para pegar a bolinha no ar e “queimar o adversário”. Também é ele que pula ao máximo perto do muro para evitar o home-run adversário, e quando isso acontece, o torcedor vai ao delírio.

8. Center Field (Defensor central): Mesmo papel do Left Field

9. Right Field (Defensor direito): Mesmo papel do Left Field e do Center Field

MLB: Conheça a liga de baseball dos Estados Unidos

Trinta times compõem a MLB, torneio estadunidense de Baseball. O campeonato é dividido em 2 ligas, a Nacional e a Americana. Cada liga tem 3 subdivisões, conforme a localização dos times.

Como no caso da NBA, a MLB tem um time canadense, o Toronto Blue Jays.

Na Divisão Leste da Liga Americana temos: Balltimore Orioles, Boston Red Sox, New York Yankees, Tampa Bay Rays e Toronto Blue Jays.

Já na Divisão Central da Liga, encontram-se: Chicago White Sox, Cleveland Indians, Detroit Tigers, Kansas City Royals, Minnesota Twins.

Por fim, na Divisão Oeste temos: Los Angeles Angels, Oakland Athletics, Seattle Mariners, Texas Rangers e Houston Astros.

Na Liga Nacional, temos a Divisão Leste com: Atlanta Braves, Miami Marlins, New York Mets, Philadelphia Phillies e Washington Nationals.

Na Divisão Central da Liga tem-se: Chicago Cubs, Cincinnati Reds, Milwaukee Brewers, Pittsburgh Pirates e Saint Louis Cardinals.

Já na Divisão Oeste encontram-se: Arizona Diamondbacks, Colorado Rockies, Los Angeles Dodgers, San Diego Padres e San Francisco Giants.

Na temporada regular, cada time disputa 162 jogos, jogando em média 6 vezes por semana. O melhor de cada subdivisão, se classifica para a Postseason, o nome dos playoffs. Os dois melhores segundo colocados se enfrentam por uma vaga na postseason, ou seja, disputam o Wildcard. O campeão de cada liga se enfrenta na grande decisão, a World Series. Em uma série de melhor de sete jogos, o vencedor fica com o troféu. (Abaixo, tabela da postseason 2016).

O maior campeão da MLB disparado é o New York Yankees, com incríveis 27 conquistas. Bem atrás temos Saint Louis Cardinals com 11 títulos, além do Oakland Athletics com 9.

NBA- Como funciona a maior liga de basquete do Mundo

A NBA (National Basketball Assosiation), liga nacional de basquete dos Estados Unidos, é a principal competição de basquete do mundo. A liga ao todo possui 30 equipes, divididas em 2 conferências, Leste e Oeste. A conferência Leste possui 15 equipes, separadas em 3 divisões: atlântico, central e sudeste. A conferência Oeste também possui 15 equipes e 3 divisões: noroeste, sudoeste e pacifico.

Por mais que a NBA seja uma liga nacional dos Estados Unidos, uma exceção deve ser feita. Uma das trinta equipes do torneio, o Toronto Raptors, é canadense. Salvo isso, os outros 29 times residem em solo estadunidense.

Na divisão Atlântico da Conferência Leste, temos: Boston Celtics, Toronto Raptors, Brooklyn Nets, New York Knicks e Philadelphia 76ers.

Já na Divisão Central do Leste, residam: Chicago Bulls, Cleveland Cavaliers, Detroit Pistons, Milwaukee Bucks e Indiana Pacers.

Por fim, na Divisão Sudeste da Conferência Leste se encontram: Atlanta Hawks, Charlotte Hornets, Miami Heat, Orlando Magic e Washington Wizards.

No lado Oeste, temos na divisão Noroeste: Denver Nuggets, Minnesota Timberwolves, Oklahoma City Thunder, Portland Trail Blazers e Utah Jazz.

Já na Divisão Sudoeste: Dallas Mavericks, Houston Rockets, Memphis Grizzlies, New Orleans Pelicans e San Antonio Spurs.

Por fim, na Divisão do Pacífico da Conferência Oeste, encontram-se: Golden State Warriors, Los Angeles Clippers, Los Angeles Lakers, Phoenix Suns e Sacramento Kings.

Ao final de uma temporada regular de 82 jogos, apenas os oito melhores times de cada conferência se classificam para os playoffs, a fase de “mata-mata” da competição.

Nos playoffs as rodadas são series de “melhor-de-sete” no qual o time que ganha quatro jogos avança. Ao todo, são três rodadas de playoffs até chegarmos na final. Os jogos são realizados da seguinte maneira: os dois primeiros na cidade do time de melhor campanha, seguido por dois jogos na cidade do outro time. Caso faça-se necessário outras partidas, elas serão disputadas alternadamente entre as cidades, sendo o time de melhor campanha o favorecido.

A final da NBA é disputada pelo campeão da conferência Leste contra o da Oeste e ocorre em meados de junho. Assim como nos playoffs, a final também é disputada em uma série “melhor-de-sete”.

Os maiores campeões da liga são o Boston Celtics, que acumula 17 conquistas, e o Los Angeles Lakers que vem logo depois com 16. Bem atrás temos o Chicago Bulls com 6 títulos e o San Antonio Spurs empatado com o Golden State Warriors com 5.

Você conhece o Futebol Americano?

O futebol americano surgiu nos Estados Unidos e no Canadá em meados do século XIX como uma alternativa ao rugby e ao futebol, ambos britânicos.

O jogo tinha como intuito o mesmo dos dois já citados- a conquista de território- seguida de pontuação. Acredita-se que o primeiro pleito da modalidade foi realizado em 18667, entre estudantes das universidades de Harvard, dos Estados Unidos e McGill, do Canadá.

Com o tempo o jogo passou a se afastar das origens britânicas, ganhar traços de originalidade para que posteriormente se estabelecesse como a modalidade que hoje conhecemos.

Após décadas de jogos entre universidades, os norte-americanos resolveram inovar e investir em uma liga profissional da categoria. Em 1920 surgiu o embrião da hoje grandiosa NFL. Na época apenas onze equipes participavam do torneio.

Em 1966, a segunda maior liga de futebol americano dos Estados Unidos, a AFL, se juntou a NFL, formando a liga que conhecemos hoje. A antiga AFL passou a ser representada no novo campeonato pela conferencia americana, já os remanescentes da antiga NFL formaram a conferencia nacional. O campeão de cada se enfrentam na grande final da NFL: o Super Bowl.

A modalidade desembarcou no Brasil no começo do século, trazido por apaixonados pelo esporte, que em sua maioria o conheceram de perto nos Estados Unidos. No início, o Torneio Touchdown se mostrou um importante alicerce de organização das equipes que se formaram. Anos mais tarde, o Campeonato Brasileiro de Futebol Americano tomou esse posto. Hoje, além do campeonato nacional, temos uma série de torneios estaduais, como a São Paulo Football League.

O JOGO

POSIÇÕES

Ataque:

Quarterback: A posição de Quarterback é a mais famosa e importante do futebol americano. O QB, como é popularmente chamado, é a peça central do ataque, encarregado de distribuir a bola. A bola quase sempre passa primeiro pelas mãos do quarterback, não importando se a jogada será realizada por terra ou por ar.

Recebedores: Podem ser os wide-receivers, jogadores leves que se tornam alvos de passes de curta e longa distância, ou tight-ends, recebedores mais pesados que além de receber passes curtos ajudam no bloqueio.

Corredores: Os Running-backs e os Full-backs são os responsáveis por carregar as bolas no jogo corrido. Normalmente são jogadores de baixa estatura, fortes, e claro, muito rápidos.

Linha Ofensiva: Os jogadores da linha ofensiva, o Center, o Guard e o Tackle são os responsáveis por proteger o Quarterback e viabilizar o jogo corrido.

Defesa:

Safety: Os safetys são os últimos homens da defesa e se encarregam de fazer a cobertura de passes médios e longos. Normalmente um time joga com um safety mais forte, responsável pelos passes médios e o jogo corrido, e um mais ágil para fazer a última cobertura.

Cornerback: Os cornerbacks jogam nas laterais do campo cobrindo, normalmente, os wide-receivers. São jogadores ágeis e de estatura média. Safetys e Cornerbacks juntos formam a linha secundária da defesa.

Linebacker: Os linebackers são os defensores que se posicionam entre a linha secundaria e a linha defensiva. Fortes, são os responsáveis por barrar o jogo corrido do ataque e por cobrir passes curtos.

Linha Defensiva: Por fim, na linha defensiva temos os defensive-ends e os defensive-tackles, esses travam ininterrupta batalha com a linha ofensiva, tendo como objetivo impedir o jogo corrido e “sackar” (derrubar) o Quarterback.

Time Especial:

Kicker: O kicker é o jogador responsável por chutar os field goals e dar início as jogadas no kickoff.

Punter: É o responsável por realizar o punt: chute que devolve a bola ao adversário em situações de quarta decida

Long Snaper: Por fim, o long snaper é o responsável por realizar o snap (passe que inicia as jogadas) em tentativas de field goal.

NFL: Conheça como funciona a Liga que já é febre no Brasil.

A NFL, liga nacional de futebol americano dos Estados Unidos, é a maior competição da modalidade. Hoje, o torneio gira em torno de 32 times que são divididos em conferencias e divisões. As conferencias são duas, a americana e a nacional, com 16 times cada, e dentro de cada uma ainda cabem mais quatro divisões, como quatro clubes cada. Essas são divididas geograficamente, tendo então, a divisão norte, sul, leste e oeste.

Na divisão norte da conferencia americana temos os times: Pittsburgh Steelers, Cleveland Browns, Cincinnati Bengals e Baltmore Ravens

Já na divisão leste: New York Jets, New England Patriots, Miami Dolphins e Buffalo Bills.

Na divisão oeste temos: Los Angeles Chargers, Oakland Raiders, Kansas City Chiefs e Denver Broncos.

Por fim, na divisão sul, fechando a conferencia americana temos: Tennessee Titans, Jacksonville Jaguars, Indianapolis Colts e Houstan Texans.

No lado da Conferencia Nacional, temos na divisão norte: Minnesota Vikings, Green Bay Packers, Detroit Lions e Chicago Bears.

Na divisão leste mais quatro equipes: Washington Redskins, Philadelphia Eagles New York Giants e Dallas Cowboys.

No lado Oeste: Seattle Seahawks, San Francisco 49ers, Los Angeles Rams e Arizona Cardinals.

Por fim, na divisão sul da conferencia nacional, temos: Tampa Bay Buccaneers, New Orleans Saints, Carolina Panthers e Atlanta Falcons.

Todos os 32 times disputam as mesmas 16 partidas na temporada regular, dispostos em 17 semanas de competição. A lógica é que cada time jogue uma vez por semana, e tire uma de folga. Os jogos são sempre realizados no domingo, com exceção ao jogo especial de segunda-feira, o Sunday Night Football, e o especial de quinta-feira, o Thursday Night Football.

Os campeões de cada divisão, ou seja, a equipe que somar mais vitórias dentre o grupo de quatro times na qual está inserida, vão para os playoffs da conferencia. Além de outros dois times, de cada conferencia, com melhor campanha.

Nos playoffs, existem mais três rodadas, as de wildcard, divisional round e finais de conferencia. O campeão da conferencia da conferencia americana, a AFC, e da conferencia nacional, a NFC, se encontram na grande final: o Superbowl.

O grande campeão do Superbowl é o Pittsburgh Steelers, que isoladamente detém seis conquistas (75,76,79,80,06,09). Em seguida, fechando o hall dos maiores campeões, temos o New England Patriots (01,03,04,14,16), o Dallas Cowboys (71,77,92,93,95) e o San Francisco 49ers (81,84,88,89,94) com cinco títulos cada.

Rebatendo nas Américas

Conheça a história da criação no Baseball, além de sua trajetória e realidade no Brasil.

NBB: Um olhar sobre a nossa liga de basquete

A nossa liga nacional de basquete, a NBB (Novo Basquete Brasil), vem, ao longo de seus 10 anos de existência, tentando implementar um modelo mais moderno de pensar o esporte no Brasil. Conseguindo assim aliar o desenvolvimento do esporte no país com a melhora da oferta técnica do campeonato.

A NBB é composta por 15 times que representam 13 cidades ao redor do território nacional. Durante a temporada regular de 28 jogos todos os times se enfrentam duas vezes, uma fora de casa e uma dentro, as quatro melhores campanhas se classificam diretamente para as quartas-de-final. As outras quatro vagas são decididas entre o quinto e o decimo segundo colocado da classificação geral.

A fase final é composta por rodadas de quartas-de-final, semifinal e final no modelo melhor-de-cinco, no qual o time com três vitórias leva a melhor.

Hoje, Flamengo, Mogi das Cruzes, Brasília, Franca, Bauru, Paulistano, Vitória, Pinheiros, Vasco, Campo Mourão, Basquete Cearense, Macaé, Minas, Liga Sorocabana e Caxias do Sul disputam o torneio.

A realidade para os atores desse ambiente ainda está longe do ideal, mas a já pequena organização que existe e perspectiva de um futuro mais farto animam tanto torcedores como jogadores.

Um destes, Raul, que defende as cores do Basquete Cearense, comenta que a NBB está em um processo de crescimento, mas para acompanhar o método americano da NBA, precisa melhorar dois pontos de extrema importância.

Entre os torcedores dos times da liga enxergamos uma importante empolgação que atesta o crescimento do campeonato. Muitos apaixonados pelo esporte, que hoje frequentam os jogos, até pouco tempo atrás não tinham nem para quem torcer.

Hoje, com a realidade estruturada da NBB os fãs do basquete se mostram contentes com o que é apresentado pelos 15 times nos ginásios ao redor do país. Mas claro, almejam que através de mais investimento e melhor divulgação a Liga trilhe para um dia se tornar mais forte.

Os atores do futebol americano no Brasil

Na tentativa de adentrar no universo do Futebol Americano no Brasil conversamos com dois personagens que ilustram de maneira pontual essa realidade.

O primeiro é nada mais nada menos que o proprietário da primeira loja de artigos de futebol americano no Brasil: Gustavo Urlacher.

Há cerca de dois anos, o também jogador Gustavo fundou a Urlacher’s Shop, loja que comercializa equipamentos para a pratica do esporte e artigos das franquias da NFL, como camisetas, gorros e blusões.

A loja localizada em uma galeria na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, região central de São Paulo existe há dois anos e mesmo com a complicada crise econômica do país, cresce a cada dia.

Em entrevista, Gustavo conta como surgiu a ideia de abrir a loja:

O empresário também conta sobre a mudança do perfil da loja, que ao se adequar as maiores demandas do mercado, conseguiu expandir suas operações.

Outro assunto abordado por Urlacher foi à agenda de marketing que a NFL propõe.

Preocupada com a boa imagem vinculada ao torneio, a liga e as franquias realizam um trabalho minucioso a fim de se promover da melhor maneira possível através de ações de marketing e organização de eventos.

O modelo é visto por Gustavo como um exemplo a ser seguido.

O empresário joga futebol americano a mais de oito anos no Brasil, em especial no São Paulo Storm. Apaixonado pelo esporte Urlacher comenta sobre a diferença da estrutura que encontrou quando começou a disputar campeonatos, em 2008, com a de hoje

E por fim, finaliza afirmando que o profissionalismo do futebol americano no Brasil pode ser vislumbrado, sim, em curto prazo, já que para o autor se tratando desse esporte, algo diferente acontece.

A segunda personagem é o presidente da equipe brasileira Mooca Destroyers, Diego Perri.

Em entrevista Diego contou sobre as condições atuais do Futebol Americano no Brasil, tanto como o envolvimento de seu time com a São Paulo Football League, SPFL, o principal torneio do estado.

Elogiado pelo presidente por trazer benefícios também para o clube, o torneio vem se tornando uma grata surpresa no ainda pequeno universo do esporte no país.

Com suas raízes oriundas da administração corporativa, Perri explica como funciona, hoje, o Mooca Destroyers.

O presidente também comentou acerca da sustentabilidade do time hoje, e as projeções em curto prazo para o esporte no Brasil.

Por fim, Diego conta como os times e a liga planejam ter maior repercussão midiática, essencial para os planos de crescimento do publico.

Football na sala de aula

A primeira impressão, as complicadas fórmulas utilizadas por Rafael Fonseca Correia em suas aulas, nada têm a ver com as acrobáticas jogadas dos astros da NFL, liga de futebol americano dos Estados Unidos. Porém uma paixão antiga na vida do professor de física do Ensino Médio diminuiu as distancias entre o campo de jogo e as salas de aula.

Rafael é apaixonado pela NFL desde a época em que acompanhava via internet discada os jogos que não eram transmitidos aqui no Brasil. Dos anos 1990, passando pela primeira década do século XXI e chegando até hoje, o professor acumula uma grande história com a liga.

Porém foi apenas nesse ano que o físico colocou em pratica a ideia de misturar as jogadas que assistia pela TV com o seu plano de aula.

Na tentativa de tornar o ensino para o temido Vestibular mais palpável Rafael passou a usar as jogadas da NFL para estudar exercícios de Cinemática, parte do conteúdo do campo da Dinâmica.

A ideia deu frutos, e após os conhecimentos teóricos na sala de aula os alunos de Rafael no Colégio Santa Maria tiveram a oportunidade de estudar os conceitos da física no campo de jogo com a equipe do São Paulo Storm.

O físico é apenas um dos exemplos de pessoas que, de alguma forma, inserem o esporte em seu cotidiano e perpetuam seus signos para a cultura brasileira.

Uma conversa sobre esportes americanos no Brasil

Depois de mergulhar no universo dos esportes americanos no país, conversamos com três jornalistas especialistas no assunto: Antony Curti, Ricardo Bulgarelli e Renan do Couto, todos da ESPN. Na conversa, abordamos tanto o crescimento das ligas de lá, quanto daqui.

O resultado você confere agora: