Por um governo patriótico de esquerda

Ato de oficialização de Ciro Gomes candidato a Presidência da República pelo PDT (foto: Alexandre Amarante)

Ninguém nega os feitos do extraordinário governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) em todas as atividades governamentais que levaram paz, alegria, emprego e renda para o povo brasileiro. Porém, por força da Lei da Ficha Limpa em boa hora apresentada e sancionada pelo presidente Lula, o mesmo estará impedido de participar das eleições presidenciais de 7 de outubro de 2018 — mesmo que se contestem as condenações, elas estão efetivadas. Ora, o bom senso apontava que depois de apoiar os governos do PT durante 13 anos, o PDT e seu candidato a presidente Ciro Gomes receberiam o apoio do Partido dos Trabalhadores que indicaria o vice na chapa que unificaria todos os partidos e movimentos sociais de esquerda que formariam a poderosa força política competitiva com condições objetivas de derrotar a direita envergonhada liderada pelo governador Geraldo Alkmim, e a direita desavergonhada do histriônico e tosco deputado federal Jair Bolsonaro.

Ledo engano. Num posicionamento voluntarista os dirigentes do PT passam a articular uma candidatura própria esquecendo, numa tentativa desesperada de voltar ao protagonismo hegemônico no campo da esquerda, da derrota humilhante ocorrida nas eleições municipais de 2016. Continuam acreditando no poder de transferência automática de voto do presidente Lula ao candidato ungido por ele e é aí que mora o perigo. Ninguém se engane. O presidente Lula candidato é uma coisa. O presidente Lula bombardeado e preso apoiando um candidato do PT desgastado, por mais ilustre que seja o dito cujo, é outra coisa. Ou alguém acredita que depois de anos de ataques diários e enfurecidos da mídia contra o Partido dos Trabalhadores o poder de transferência de votos do presidente Lula continua incondicional e irrestrito?

Ciro na convenção estadual do PDT do Rio Grande do Sul
Assista à excelente fala do Ciro na mesa "Socialismo ou Barbárie?" no III Salão do Livro Político organizado pela editora Boitempo. A mesa ainda contou com as falas de Marcio Pochmann (PT), Renato Rabelo (PCdoB)e Juliano Medeiros (Psol).

Antes de continuar minha análise de conjuntura das perspectivas que se apresentam no atual cenário político brasileiro, reafirmo que não sou filiado a nenhum partido. No entanto, me posiciono ao lado dos patriotas que cultuam e defendem o ideário do comunista revolucionário, Luiz Carlos Prestes, o eterno Cavaleiro da Esperança. Continuando, acredito que depois de perder todas as conquistas sociais e econômicas abolidas pelo governo de traição nacional do fantoche Michel Temer, chegou a hora da verdade para o povo brasileiro. A fase de um presidente bonachão, risonho e conciliador, dado os perigos que rondam o Brasil, infelizmente acabou. O momento atual exige no comando do poder da República uma liderança forte e de sangue quente, na linha do ex-governador Leonel Brizola, para recolocar o Brasil no trilho certo e seu povo como protagonista, desalojando do poder através do voto soberano os grupos políticos mais corruptos e entreguistas da história da República.

Por isso, como brasileiro que ama este belo país, defendo a ascensão de um governo patriótico de esquerda tendo comandante inspirado em Getúlio Vargas, João Goulart, Leonel Brizola e Darci Ribeiro, para que restaure no Brasil a autoridade do presidente da República e os paradigmas morais e de decência que a nação anseia, aspira e acredita como imprescindíveis para reerguer nossa pátria amada e colocá-la novamente na liderança natural da América Latina.