Um poema ou uma conversa com meu eu

Acho que vocês já devem ter percebido que a regra aqui, para escrever, é que não tem regra, né? Ora eu vou escrever um artigo sobre marketing, ora um poema dramático, um conselho… isso porque de certa forma está tudo ligado. Dito isso, lá vem um texto no estilo poema que escrevi quando tava numa bad eterna de uma semana. Ah, acho importante dizer que mostrei ele a minha psicóloga. Ela me olhou como se eu tivesse entendido tudo. Fez uma cara de “meu trabalho está funcionando” e só faltou fazer um hi five. Ok, leiam o poema:

Sendo
Há de se ter muita coragem para ser aquilo que se realmente é
isso quando a gente chega a saber
sem pergunta clichê
Mas você acha que nascemos prontos?
De ponto em ponto
se perder no caos é que nem a mais b
é confuso porque nem é exatas
Ser quem realmente é?
Será que leva tempo esse troço?
É que tempo é coisa que me tira o sono
e quanto mais tenho
Mais preciso
E quando vejo já se foi
Acabou
É, eu chego a conclusão de que sei não
Querer encontrar quem se é
Não é tarefa simples
e se eu esquecer
e na distração
encontrar essa resposta?
Mas se me distraio como é que vou saber que sou eu?
Bem ali em minha frente e eu perdida de mim
Ora se não é para rir eu nem sei para o que é
Vai ver se eu for… eu vou ser
Esse todo bem que sou eu mesma
Porque até a confusão de não saber
é ser
Sou como sou
quantos podem dizer que são como são?
Bem, acho que ninguém anda dizendo
mas só tem um jeito de ser
e esse jeito é ser como é
E no fundo, bem lá no fundo, todo mundo procura o que tá bem diante do nariz
e bem ainda mais no fundo
a gente sabe bem quem é.
Ela se procura em tudo
nas letras das músicas
nos cantos
nos desencantos
nas poetisas
nos reflexos
se enxergar é sua questão
A eterna procura da melhor versão
ela é como pode
e gosta de ser