Met(amor)fose

Morremos todos os dias. Morremos por tantos motivos. Morremos sem saber por que morremos. Morremos por achar que estamos vivos. Morremos de amores e por (des)amores. E, eu morri quando achei você.

Morri no momento em que você me engoliu com esses olhos negros. Morri no dia em que sua mão agarrou a minha. Morri quando senti o primeiro arrepio vindo do seu toque. Morri no restaurante, na sala, na escada e no quarto. Morri de desejo e de vontade.

Morri quando descobri que só sabia dançar com você e por achar que você se encaixava tão bem em mim. Morri por achar que deu errado com todos os outros porque tinha que ser você. Morri por gostar de flores e o seu cheiro me lembrar a minha preferida. Morri por te ouvir nas músicas, por te ver nos livros de Era Uma Vez...

Morri por você achar outra. Morri por todas suas mentiras sinceras. Morri por você não ser capaz de dizer que não pode ser só meu. Morri pelos abortos precoces dos filhos que não teremos, pelos presentes de Natal que serão devolvidos.

Morri tanto por ser sua, que agora morri por não ser.

Morri pelo fim, mas morri para renascer.

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