O vazio ocupa seu espaço na cama

Fiz do teu nome advérbio de intensidade para minha saudade. Minha cama parece cada vez mais apertada. O espaço antes vazio, agora é ocupado pela sua falta.

Desfiz-me tanto de você que, acho que, um pedaço meu foi junto. Refiz-me de mil maneiras, mas ainda não consegui consertar esse buraco que você deixou.

Pareço estar numa reforma que nunca acaba. E não importa o que eu use para tampar essa maldita brecha, vira e mexe aparece uma rachadura novamente.

Larguei o cigarro, mas aprendi a beber café

Não podia deixá-lo ir por completo. Experimentei outros sabores, imaginando se você gostaria de saber as novidades do meu mundo. Mas, meu bem, eu confesso: nem o importado mais caro, consagrado e idolatrado me deu mais êxtase que o gosto do seu beijo.

Às vezes te encontro numa música perdida na minha playlist, uma mistura de Seu Jorge e Amy Winehouse. Vejo os nossos vídeos que gravei em minha mente, aperto o peito e o replay em eterna nostalgia.

O que era rotina, agora é lembrança. E ainda assim eu pergunto: para onde é que fomos, meu amor, se ficamos mesmo depois de partirmos?

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