Valeu. Foi bom. Adeus!

(MARQUES, Bel. Não vou chorar. Chiclete com Banana, 2009. Bahia, Brasil)

Dizer adeus nunca é fácil. Entregar você assim, pro mundo. Ainda mais depois de tanto tempo.
Eu não estava preparado pra dizer isso pra você. Ninguém nunca está.

Mas não é porque a despedida foi ruim que todo o resto também foi. Na verdade foi tudo ótimo. O nosso amor valeu demais!

Sabias palavras de Bel Marques que nunca serviram tão bem pra representar o turbilhão de sentimentos desse momento.

Queria dizer que estou sentindo a sua falta. Falta das conversas, festas, loucuras, gins com tônica, discussões e até os silêncios que compartilhamos tantas vezes, sem motivos pra desconfortos.

Acordar de domingo vai ser mais difícil, você não vai estar lá pra reclamar que ainda são 09h00. Dormir vai ser mais solitário sem o seu “boa noite”.
Outras vão ocupar esse lugar logo logo e já não vou nem lembrar dos motivos pelo qual deixamos isso acabar. É o ciclo.

Hoje, amanhã ou daqui um ano. Eu não sei, mas é o ciclo.

Já não aguento mais contar a mesma história sobre o final da nossa história. Os olhares dos outros de surpresa perguntando “mas como assim? porque?”. Eu não sei ao certo o porque, mas dizer que não deu certo é injusto com você. Deu certo sim e terminou antes de dar errado.

Já nem passo mais na frente daquele bar que você tanto gostava e parei de comer pipoca por sua causa. Pelo menos por enquanto. Por agora.

A ressaca é mais longa com o passar dos anos e com essa não é diferente. Mas depois de tanto tempo a gente aprende que não se mistura vodka com whiskey. Nem amor com paixão. Nem sentimento com tesão.

Vou aprender mais com esse porre do que com aquele aos 19 anos.

Foi lindo, mas ficou pra trás.

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