Mesmo se eu não quisesse te amar, eu te amaria. Seu amor era algo inevitável
quando você me disse que me amava eu parei de respirar por um segundo ou dois guardando em mim a força dessa informação, que veio com a mesma beleza de um arco-íris depois de chuva quase infinita, com a força do primeiro sorriso de um bebê pra sua mãe, com a sensação da sua mão apertando a minha e me puxando pra mais perto pra um beijo acelerado e urgente.
eu não soube lidar com o meu próprio êxtase quando te ouvi dizer o que eu já sabia, no fundo, que cê sentia mas que não esperava que admitisse pra si mesmo tão cedo.
Teve gosto das coisas mais bonitas que eu já experimentei e das mais belas que pude observar. suave como um acariciar dos seus dedos no meu rosto, tão perto do seu, forte como um abraço apertado que traz consigo proteção e cuidado, inesquecível como todas as primeiras vezes precisam ser.
eu também te amo, eu também te amo
eu repetia sem conseguir acreditar nem processar o que eu te ouvia declarar
e eu quis tanto estar perto de você e te cuidar pra não deixar que o mundo te abatesse ainda mais, pra não deixar nada mais te destruir
e ninguém mais te machucar, pra te ver feliz nos meus braços como nunca vi ninguém antes…
mas retribuir com um eu te amo foi tudo que eu consegui fazer, enquanto eu observava tudo aquilo acontecer com a alma mais leve do que nunca.
e sei que foi o suficiente; porque dentro desse eu te amo existiam todas essas coisas não ditas
e eu te disse ‘fica, fica’ porque nada poderia me machucar mais do que uma despedida
e você ficou
e foi assim que você me disse eu amo você
dessa vez, por vezes infinitas.
