ele nem sabe, mas eu achei absurdo quando alamo disse que estava revoltado com a sua vida parada. depois de pensar um pouco, nem foi tão absurdo assim. a gente viveu a vida de maneiras completamente contrárias. sua adolescência foi intensa, cheia de descobertas e loucuras, bem do jeito que eu queria ter vivido. suas histórias são mirabolantes, dignas de filme, e eu sinto um pouco de inveja de connie por ter estado em boa parte delas. eu desejo, secretamente, voltar no tempo e conhecer alamo bem bem antes. minha vida, como eu disse, foi bem ao contrário. eu tive a adolescência mais chata e sem futuro do mundo. eu era SEM GRAÇA. tinha amigos sem graça, gostos sem graça, gostava de pessoas sem graça, almejava uma vida sem graça, e só depois de “grande” foi que eu vim viver de verdade.

por isso eu amo fortaleza. eu amo o que essa cidade representa pra mim. mudança, descobrimento, amadurecimento, intensidade, loucura, felicidade. mesmo que minha vinda para cá tenha acarretado uma série de loucuras indesejadas na minha cabeça, foi aqui nesse solo que eu conheci alamo. foi aqui que eu encontrei um lugar sobre o qual eu posso encher a boca e dizer “eu me sinto em casa aqui”. foi aqui que vivi as paixões mais avassaladoras da minha vida. foi aqui que bebi meu primeiro drink, que fui na minha primeira festa, que descobri minhas habilidades secretas, meus vícios escondidos, meu amor por astrologia, enfim… tudo que eu sou e o que acho topíssimo em mim, foi aqui. e eu não quero mudar nadinha do que eu tô vivendo. pode parecer, pro alamo, que é parado, que nada tá acontecendo. mas eu vejo tanta coisa acontecendo ao nosso redor, tantas possibilidades nos rodeando, que vão ser agarradas por nós a qualquer momento. eu sinto a atmosfera mudando a todo o momento. e eu nunca estive tão otimista e feliz. eu tenho é nojo, senhor.

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