eu nunca te disse isso, mas tem uma cena específica com você que me acalma quando minha mente tá naufragando em pensamentos ruins. é quase que um pensamento âncora, algo que me faz perceber que há um chão para me apoiar. e essa tal cena não aconteceu. não ainda.

eu vejo você e eu nunca casinha pequena, de madeira, com flores nas janelas e portinhas de vidro. a gente cozinhando na cozinha dessa casinha. existe um suporte na parede aonde eu pendurei meus utensílios de cozinha todos. é tudo muito pequeno e organizado, chega da nojo. você corta as verdurinhas da horta que a gente mesmo plantou, enquanto eu estou dando os últimos toques no prato que a gente vai comer em poucos minutos. e enquanto a gente trabalha, cantarolamos uma música qualquer, e de vez em quando a gente se olha e eu sei que cada um daqueles olhares é uma jura silenciosa de amor. e somos só nós duas, numa casinha perdida no meio do nada, em paz.

e essa casinha existe, e eu corro pra lá sempre que eu preciso de paz, da mesma forma que eu corro pra você. você é minha ancora, meu pontinho de paz nesse meio de mundo. sua voz doce, seu olhar de fazer juras de amor, seu jeito calmo de fazer as coisas no dia a dia, tudo isso me conforta, e eu gosto de juntar tudo isso aqui dentro de mim, num lugarzinho de onde ninguém pode te tirar de mim. você existe e, por existir, tenho paz.

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