Como me senti com 13 Reasons Why

Ou o Poema da vida entediante

Eu ando tão entediada…

Eu acordo tão entediada…

Eu olho pela janela do ônibus e tento acompanhar as casas em movimento, as árvores que passam, as pessoas entediadas nos pontos…mas minha cabeça não deixa. Eu tento me concentrar em algo, me apegar às coisas, mas minha cabeça não deixa…

Eu olho pela janela da vida e tento acompanhar as pessoas em movimento, as oportunidades que passam, os vazios nos encontros entendiantes…mas meus olhos não deixam. Eu focá-los em algo, me direcioná-los às coisas, mas meus olhos não ajudam…

E eu já não sei mais o que acontece: se são meus olhos e cabeça que não me ajudam ou se sou eu que não ajudo eles.

Me falaram que, para dias inúteis assim, buscar fotos de momentos felizes pode ajudar a cabeça a se lembrar de como é se sentir feliz…mas minhas fotos não me ajudam. Eu corro para o computador, aquele aparelho lento e frio, e tento achar alguma foto para olhar. Tento me apegar àquela viagem, tento revisitar aquele momento, e aí me dou conta que as fotos são tantas, mas as felicidades tão poucas…e fecho o computador.

Eu ando tão entediada…

Eu acordo tão sufocada…

Isso é um poema da vida entendiante, mas também poderia ser um pedido de socorro de alguém entendiado com a vida. Se você se sente assim sem nem assistir a 13 Reasons Why ou conhece alguém que se sinta, procure ajuda, ofereça ajuda. A tristeza de viver não é tão bonita quanto um poema possa demonstrá-la ser.

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