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Um bom texto, mas que, como todos outros textos seus, apresenta falhas graves, e vou apresentar aqui cada uma delas:

“ Neste texto, que espero ser o primeiro de uma série, vou apontar um problema que, creio eu, se mostra como um dos grandes motivos de disfunções familiares dos tempos modernos: a pornografia.”

Uma bela hipótese, mas já se demonstra errada, os problemas que hoje levam uma família a se auto-destruir são outros e pornografia seria a menor delas (e isso se eu PARTIR do princípio de que a pornografia é um problema).

“ A saber: o que há de demais em um adolescente fumar um pequeno cigarro de maconha? A resposta à segunda pergunta, todo pai de família sabe dar: embora poucas doses de maconha não façam muito mal, a droga vicia e geralmente serve como introdução a outras mais pesadas.”

Não necessariamente, existem diversos casos (a maioria dos casos) onde as pessoas simplesmente permanecem no uso da maconha e somente da maconha, de fato, essas drogas pesadas nada mais são do que meios de sustento que as empresas de drogas (farmácias, máfias, traficantes e etc) utilizam para “fidelizar” o seu cliente, mas ai entramos em outra discussão que no momento é irrelevante.

“ Embora seja verdade que pode haver satisfação inicial e imediata, parece que isso, em alguns casos, pode ser bastante curto, substituído por insatisfação e desejo compulsivo.”

Vai soar como se fosse uma ofensa, mas não é a minha intenção, no entanto, repare que o seu texto não segue o título, pois ele não trata de uma crítica a pornografia, mas sim de uma crítica ao VÍCIO que o uso EXCESSIVO que a pornografia pode gerar, compreende?, 60% do seu texto (do qual muitos trechos eu pessoalmente concordo totalmente) parte de um espantalho enorme onde você retira uma crítica ao todo por parte de um meio que sequer representa o todo desse nicho (no caso o mercado sexual), mas quanto a isso eu irei abordar depois.

“ De fato, o Japão tem um mercado pornográfico enorme e um dos mais bizarros do mundo, onde constantemente são explorados temas como incesto, pedofilia, pornô 2D com mulheres irrealistas, estupro, dentre outras barbaridades. As mulheres apresentadas nos mangás e nos hentais são diametralmente opostas às japonesas e tem características excessivamente avantajadas, que as mulheres reais não têm: seios enormes, olhos grandes, cintura muito fina, traseiro avantajado, cabelos coloridos e nariz empinado. Certos mangás e o próprio hentai, termo que em japonês significa “condição diferente do normal, estado anormal ou patológico” ou “parafilia, disfunção sexual, sexualidade fora do normal, perversão” já sofreu sugestões de proibição, por parte de organismos internacionais, devido aos seus conteúdos pedófilo-pornográficos extremos que podem servir de estímulos às práticas de pedofilia.”

Também temos demandas conservadoras DENTRO do mercado pornográfico de 2D sabia?, eu mesmo só utilizo como consumo as TAGs de Vanilla, Happy Sex, Comedy e/ou Femdom, então não trate pornografia como algo degenerado a priori, não banque o desonesto, existe demandas para todos os tipos de público, dos mais degenerados (e SJW) até aos mais moralmente conservadores (como eu e muitos outros).

Agora aqui eu quero entrar em algo polêmico, não há uma correlação clara, certa e objetiva entre consumo por lolis 2D e (ceteris paribus) lolis 3D, o fato de existir um consumo pelo primeiro (como romantização de uma jovem mulher na faixa dos 14–18) não implica (necessariamente) em uma demanda real por isso, até porque uma mulher com essa idade é, na grande maioria das vezes, protegida e muito bem cuidada pelos seus pais, além é claro de que, dado os valores morais da sociedade vigente, tal demanda se torna possível mediante o sexo forçado (estupro), sequestro, aliciamento de menor e etc.

Fora isso, em períodos mais antigos as mulheres já eram prometidas, casadas e ja tinham praticas sexuais nessa idade (entre 14 e 18), mas é claro, nós dois sabemos qual público você planeja atingir com esse texto, não é?.

“ É claro que os problemas sociais envolvendo queda de natalidade, disfunção sexual, baixas no matrimônio, divórcio, dentre outros, não são explicados apenas pela forte influência que essa indústria tem nas vidas do jovens de nosso século, mas também por questões culturais, políticas e religiosas. Por outro lado, é inegável o papel de destaque que a pornografia tem para perpetuar esses males.”

É inegável?, desculpa, só o que eu vi aqui é (e novamente repito), uma descrição muito bem feita de uma crítica aos VÍCIOS que a pornografia pode gerar, além (é claro) de uma bela dissertação acerca de temas grotescos (e muitas vezes repudiados) pelas pessoas sensatas como estupro, traição e etc.

Eu jamais daria para a pornografia esse destaque, ainda mais tendo em mente tanto outros problemas como:

  • Drogas
  • Fanatismos religiosos
  • Conflitos sociais causados pelo estado através de intervencionismo e etc
  • Feminismo (e derivados da esquerda)
  • Socialismo
  • O próprio estado

E etc… .

“ Shelley Lubben, ex-atriz pornô americana e uma das principais lideranças antipornografia da atualidade, fundadora da Pink Cross Foundation, quando questionada sobre o que diria a alguém que está consumindo pornografia, disse: “Você está contribuindo para sua própria morte.” E acrescentou sem titubear: “E para a morte da sua família, e da sua esposa. Um sem número de pessoas viciadas em pornografia chegaram a perder suas famílias e seus empregos em virtude do vício.”

Exato, vício, o que no caso não implica que a pornografia em si seja o problema, assim como o Álcool, Lutas, Estudo e etc.

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