Letter of Intent Johnson&Johnson Trainee

Nunca é simples saber exatamente qual a percepção que outras pessoas têm sobre nós, por isso, confesso que tive que fazer uma rápida pesquisa com as pessoas com as quais tenho mais contato. Recebi algumas respostas peculiares (como “você tem bom gosto para meias”), mas o assustador é que quase unanimante meus amigos tenham respondido que sou questionadora.

Sim, me considero uma pessoa questionadora, mas não tinha a percepção de que essa característica ultrapassava meus pensamentos e se transcrevia nas minhas ações. Minha vida não é simplesmente viver um dia após o outro, mas tento criar um significado para cada uma das coisas que fazem parte da minha rotina: um significado e um objetivo.

Algumas pessoas diriam que minha rotina é enlouquecedora, já que tenho atividades diferentes em todos os dias da minha semana. Pratico três esportes: vôlei, kung-fu e escalada. Tenho um estágio na J&J, estudo alemão e continuo meus estudos na universidade, além, é claro, de manter minhas amizades e meu relacionamento.

Eu amo cada uma dessas atividades, inclusive meu estágio. Foi definitivamente um marco na minha vida, já que foi minha primeira experiência fora do mundo acadêmico — e ainda em um ambiente tão complexo como o mundo corporativo. O começo foi conturbado, eu tinha uma mentalidade muito imatura para entender toda a complexidade das relações de uma companhia, entretanto, é notável a transformação que esta empresa me propiciou. Quando comecei foi difícil (sou uma Química trabalhando como Farmacêutica), minha atenção era 100% no trabalho e minhas entregas eram tão boas quanto podiam ser para uma estagiária que havia acabado de entrar na empresa, entretanto, com o tempo acabei me acostumando com o trabalho e, infelizmente, cometi um erro de iniciante: perdi minha atenção e concentração. Não demorou muito tempo até que minha chefe começasse a me dar feedback de que meu trabalho não estava atingindo a qualidade necessária, e, obviamente, isso não foi nem um pouco fácil de escutar (quase não voltei pra J&J no dia seguinte).

Mas como disse anteriormente, esta história é uma historia de transformação e superação. Depois de internalizar o feedback da melhor forma possível, minha atitude mudou completamente após um plano de ação (criado por mim mesma!) e consegui achar um equilíbrio interessante entre o what e o how das minhas entregas. Não recebi mais feedbacks de que me trabalho não estava atendendo a necessidade, então interpretei que estava, no mínimo, aceitável.

Essa história termina no meu maior orgulho, então vamos continuar: A minha área passou por um período conturbado, no qual três funcionárias se moveram para outras áreas e uma gerente foi desligada. Resultado: fiquei sozinha respondendo para minha diretora e tentando manter o base business da área, executando, na medida do possível, as atividades que eram anteriormente executadas por cinco pessoas. Sabíamos que era um período complicado e minha diretora tinha visibilidade de que algumas atividades não poderiam ser cumpridas com a mesma excelência de antes, mas, passamos por esse período com um feedback excelente das equipes parceiras.

Além disso, depois que a área foi reestruturada e tudo estava estável, pude assumir a liderança e organização do maior evento da minha área, evento este que, além de muito elogiado pelos pares, contribuiu para novas ideias sobre caminhos que podemos seguir com os nossos produtos.

Veja bem, em cerca de três meses eu passei de receber um feedback de que meu trabalho não estava atingindo a qualidade necessária para receber feedback de diversos parceiros (incluindo gerentes e diretores) de que meu trabalho tinha um grau de excelência acima do esperado! Definitivamente meu maior orgulho foi ter conseguido superar esse obstáculo.

Com isso muitas coisas ficaram claras, e cada vez mais meu plano de carreira se formava. Eu quero ser lembrada por um trabalho e um desempenho de excelência. Não apenas no ambiente profissional, mas nas minhas atividades pessoais também. Quero que quando lembrem de mim, lembrem-se de uma pessoa dedicada, que se esforçava para manter o barco andando mesmo nas maiores adversidades.

Então porquê a Johnson&Johnson? Simples, eu tive uma curva de aprendizado tão incrível nessa empresa que eu vejo que estou pronta para novos desafios. O que eu espero para a minha carreira é uma empresa que me dê oportunidade de me desenvolver no meu relacionamento com os pares, nas minhas habilidades de liderança, na minha capacidade de me adaptar a mudanças e que me propicie desafios para que minhas entregas sejam cada vez mais completas e que contribuam cada vez mais para o negócio.

Eu poderia ter iniciado esta carta dizendo que meu nome é Larissa Schneider, que tenho 23 anos e que moro em Osasco, mas creio que minhas experiências dizem muito mais sobre quem eu sou do que essas informações básicas.