Azul


Nosso Rio em Janeiro. Dias quentes e um novo despertar. Pôr do sol em Grumari, tantos planos e aquela inocência do verão. Era a paixão adolescente, a novidade, o amor pedindo passagem sem espaço pro “não”, sem nem considerar que a vida seguisse um rumo que não aquele. A gente se olhava e se guardava um no outro, esperando o futuro acontecer. Aprendi todos os ásanas da Yoga e você me levou pra ver o mar. Dias de horizonte azul sem fim.

Antes, era um mês perdido, que mal fazia falta, chegava na preguiça e ia embora sem deixar saudades. Hoje, sinto vontade. Dele e do nosso recomeço, do ciclo, da borboleta preparada pra voar. Que seja ele o ano inteiro. Azul. Janeiro.

Texto originalmente publicado na Confeitaria.