Rolo Burger: hambúrguer itinerante e um molho foda

Finalmente.

Não existe palavra mais precisa para começar esse texto do que “finalmente”.

Eu queria MUITO provar o Rolo Burger. Há um bom tempo.

Falaram que era bom? Não.

Do meu círculo próximo (AKA LB CREW), ninguém foi. Mas eu gosto muito da proposta dos caras, adoro toda a comunicação visual da empresa (principalmente os gifs que faziam lá no começo) e quando eu soube que quem pilotava a churrasqueira era o Felipe Marques, chef do Cozinha Guidô, a vontade só aumentava.

Só tinha um grande problema: o Rolo, é um burguer itinerante e esporádico. Tinha dia que estava lá no Centro Cultural Vale, dia que estava no Big Joe, dia que estava lá em Tangamandápio…

E sempre era impossível comparecer por um ou outro motivo. Muitas vezes “lonjura” mesmo.

Mas aí veio a segunda edição do Casa Aberta, evento da Fernanda Câmara e da Marina Brito, no último domingo, dia 09/12, e o Rolo foi um dos participantes.

Fonte: https://www.instagram.com/casaabertaslz/

O Casa Aberta é um espaço para que produtores locais possam entrar em contato, expor seu trabalho e para que apreciadores da cultura maranhense possam desacelerar um pouco, conhecer quem tá fazendo um trabalho de qualidade aqui em São Luís, curtir uma música e tomar uns bons drinks.

Dessa vez, inclusive, teve show do Lucas Maciel que você também viu um trechinho no vídeo lá em cima.

E pra quem não sabe a Fernanda foi uma das responsáveis pelo retorno do Lanche Barato em 2018. Acho que vocês deviam passar lá no instagram do Casa Aberta e deixar um joinha.

Continuando…

Finalmente provei os burguers do Rolo e como sempre, conto minha experiência completa aqui pra vocês.

Como falei lá no começo, o Rolo — até o momento — é itinerante.

Logo, não tem muito o que falar do ambiente, o sempre padrão primeiro tópico após nossa longa e muitas vezes desnecessária introdução.

Era o Felipe na Churrasqueira, uma moça simpática anotando os pedidos/pegando o cash e um brother ajudando na montagem.

Montagem

Uma mesa que servia para estes dois últimos propósitos além de comer, quando a Fernanda brotou uns banquinhos e thats it.

E olha, essa configuração provavelmente muda em cada aparição do Rolo, então as cenas que usei para ambientar o nosso rápido vídeo são basicamente do evento.

O atendimento foi, na falta de uma palavra melhor, bom.

Tudo bem informal e próximo, tanto fisicamente quanto figurativamente. Particularmente eu acho isso excelente. Gosto de sentir que estou comprando comida de gente de verdade e que — provavelmente — está fazendo aquilo porque gosta, não de uma super corporação vermelha e amarela com uma galera mal humorada atrás do balcão.

A menina do caixa, que acabei de descobrir se chamar Amanda, às vezes ficava um pouquinho atrapalhada com os pedidos, mas nada que fosse gerar confusão ou incômodo não. Ela simplesmente perguntava de novo e tudo se resolvia. Bem simpática, again.

Vai dar Rolo

É até entendível e você dá um desconto. Não ter um local fixo e uma rotina de trabalho, estar sujeito à diversas condições sempre que você pega no batente é complicado.

Quem faz vídeo na guerrilha sabe do que eu tô falando. É sempre uma ventura diferente.

Moving on para, FINALMENTE, o hambúrguer.

Comi um Betoneira: “Blend de costela (120g), molho compressor, farofa (bacon, parmesão e chips), creme de cheddar e bacon com muçarela no pão preto” R$ 15,00 à vista. ou R$ 16,00 no cartão.

Primeiramente, meus parabéns por escrever “muçarela” certo.

De verdade, cara. Fiquei emocionado. É para poucos.

Provei também do “Rolo Grill” da minha esposa: “Blend de costela (120g), molho compressor, farofa (bacon, parmesão e chips), com muçarela no pão branco” R$ 12,00 à vista ou R$ 13,00 no cartão. E provei também uma mordidinha do Veggie da Marina: “Beringela Crisp, creme de cebola defumada, farofa (parmesão e chips) com muçarela no pão branco”. R$ 10,00 à vista ou R$ 11,00 no cartão.

Betoneira. Embrace the noise

Aparentemente o veggie que foi servido não era esse do cardápio. Uma nova versão com chimichurri,.

Vamos por partes:

Achei o molho sensacional e, andando colado na farofa, foram a melhor parte do hambúrguer. É difícil descrever, mas eu vou tentar.

O “molho compressor” faz a perfeita transição entre os sabores do pão e da carne, tornando-se uma força motriz nas engrenagens que movem esse hambúrguer.

(curtiu a analogia? Rolo Burguer, molho compressor, engrenagens…)

E depois, em algumas mordidas, você encontra um chips. Uma surpresa crocante que alegra os sabores e revitaliza a próxima bocada, onde você tenta, mais uma vez recuperar o gostinho do que você acabou de encontrar.

Esse complemento é na medida certa. Não tem demais, não tem de menos. É simplesmente correto.

MAS, e sempre tem um mas.

E como eu sempre digo, geralmente nada que vem antes do MAS importa…

Achei a carne pequena.

Sério, 120g não é pra mim.

É quase um bite size. E o sabor da carne do Betoneira fica pálido em comparação ao resto do burguer: ao molho foda, ao cheddar (que depois de provar preferia nem ter, pra dar mais espaço ao molho) e ao pão australiano, que também era bem marcante.

A esposa pediu foi dois

Eu pagaria facilmente mais R$ 3,00 ou R$ 5,00 pra ter um hamburgão de 180g ou 200g.

Só que eu entendo perfeitamente porque isso não existe.

Lembram que o Rolo é itinerante? Os dois hambúrgueres de carne usam o mesmo blend. Ter diversas gramaturas com certeza prejudicaria uma operação feita nessas bases.

Acaba o Blend X e o você fica lá com os acompanhamentos parados, por exemplo.

E como ainda não existe uma constância de eventos, um local fixo e clientela estabelecida, fica difícil prever quantos clientes vão comparecer e o pior, ESTOCAR os alimentos.

Em um restaurante normal, as coisas podem ser congeladas (mesmo que por pouco tempo), mas não tem como congelar um blend pra usar em duas ou três semanas…

E o molho? E o Pão? E os Chips? Enfim, é o que é.

Sobre os outros dois hambúrgueres que provei:

Depois de provar o Rolo Grill da minha esposa, que acabou pedindo dois, (120g que fala, né?) acho que deveria ter comido esse mesmo.

O fato de ter menos ingredientes, torna a competição pelo destaque do hambúrguer menos acirrada. O molho e a carne pareciam ter mais destaque em um pão com sabores mais planos e sem o creme de cheddar.

O Veggie, bom, era um veggie. Não gosto muito de berinjela, mas tinha o gostinho de brasa bem presente, estava gostosa, e o chimichurri que acompanhava o sanduíche estava delicioso.

Rolo Grill

Podia ter um hambúrguer de carne com ele também, né, Felipe? #fikdik

E aquela pergunta ao fim de todo o texto? Voltaria ao Rolo Burger?

Provavelmente sim.

Na maioria das vezes o Rolo vai até você. Está lá pelo Big Joe? Tem um Rolo por alí. Foi assistir Lucas lá no Casa Aberta? O Rolo tá alí assando uns burguers…

Isso é muito massa. Em situações assim, com certeza comeria sempre que nos trombássemos.

Mas e se o Rolo tivesse um estabelecimento fixo com um menu permanente?

Provavelmente sim. É só fazer um hamburgão de 180g e meter o molho compressor que viramos clientes.

Não deixa de seguir o Rolo Burger no Instagram e ficar ligado onde vão rolar os próximos eventos.

E com esse trocadilho infame eu me despeço.

Vejo vocês em breve.