Tenho tentado aliar minha pesquisa no mestrado às atividades que desenvolvi no LAS. É uma boa estratégia. Afinal, quem está em pesquisa pessoal, a faz vivendo. É tudo que me atravessa o corpo.

Na época da ocupação do IPHAN-Ce, aprendi alguns pontos de bordado e me encantei com o traçado, o movimento, as narrativas que surgiam da boca da Silvia (Moura). E bordei uma palavra inventada “águamor” como estímulo para uma proposição imagética e material para o LAS.

Ela se explica pelo fascínio que tenho pela água, em especial da nossa querida Praia de Iracema. Uma praia de mulher. Que se tornou meu lugar de produção de magia desde então. E as conexões com o conto da Dançarina de Okesa foram surgindo. Essas linhas aparecem num bordado de corpo agora. Nessa aparência de tripas, de sentimento, da minha confusão sensível.

Desvendar o emaranhado de linhas é a materialidade da minha dificuldade em me expressar. Seja ela academicamente, na elaboração de um projeto coeso, seja na disciplina de uma prática artística.