A eterna tentativa da perfeição. Mas afinal, o que é perfeição?

Desde criança, o meu objetivo em tudo, absolutamente tudo que eu fazia, era sempre acertar e ser a melhor. A melhor da turma no colégio, a melhor ginasta da equipe, a melhor tecladista do grupo. Eu queria ser a referência de todos os meus grupos, queria ser famosa por ser a melhor.

Quando eu não tirava 10 em alguma prova no colégio, chegava em casa chorando porque tinha fracassado. Mas será que tinha mesmo? Será que isso era realmente um fracasso?

Até na faculdade foi assim. No início, as pessoas me assustavam dizendo que seria impossível passar em todas as matérias, que a tal da Engenharia no CEFET era um bicho de sete cabeças. Aos poucos fui percebendo que seria possível sim passar em todas as matérias e continuar sendo a referência, a nerd da turma. E assim aconteceu.

Até na dança de salão, uma atividade de lazer para mim, eu me vejo presa à tentativa de ser perfeita. O problema é que dança é uma arte e não há perfeição. Há claro uma técnica para se executar os movimentos, mas o mais importante é o sentimento e a representação da música através do corpo. Quando me deparei com isso, confesso que me senti um pouco frustrada.

O fato é que acertar ou não depende do conceito do que é o correto. E este conceito muda ao longo da vida. Inclusive, acredito que mudar e adaptar este conceito é o grande segredo do sucesso, ou pelo menos da satisfação.

Para concluir, deixo dois comentários para se pensar a respeito, talvez sobre os quais possa discursar nos próximos textos: não importa o que falem, basta acreditar e vencer a si mesmo que tudo será possível, e não tenha medo de mudar os seus conceitos, está aí um dos ingredientes da evolução.