7.

Liquidados nome, corpo, pensamentos e emoções, estaria livre, mais, não estaria, apenas. Não observar ou ser observada. Não mais a ausência de sentido ou finalidade. Não mais o labirinto da mente, o rio binário das emoções, não mais a prisão de segurança máxima do desejo e do olhar do outro. Não mais o materialismo histriônico do vazio sobrenatural, muito menos a busca fútil pelo pacifismo indiferente e soberbo espiritualista a la Buda. Estancar sua existência com a elegância de quem chupa, discretamente, um dedo ferido a faca no fazer de um almoço banal.

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