Coisas básicas que a gente acha que são demais

Um cara honesto.

Um cara honesto e legal.

Um cara honesto, legal e que te trate bem.

Um cara honesto, legal, que trate bem e divida fraquezas com você.

Um cara honesto, legal, que te trate bem, divida fraquezas com você e alegrias também.

Essa listinha parece boba à beça, mas é o que tá rolando aí no papo das manas do rolé. Não sei se o mundo tá muito ruim ou se somos nós que temos a mania de super valorizar o mínimo. Eu juro que fico com uma colônia de pulgas atrás da orelha quando, por exemplo, uma amiga comemora por ter sido bem tratada. Na primeira cena, ela se interessa pelo cara e ele por ela. Eles saem. E pasmem: ele é educado. Pronto! O suficiente para eu e ela acharmos isso de uma grandeza. É a morte lenta de tudo que acredito. Demonstrar entusiasmo por ter ouvido um “de nada” depois de um “obrigado”, é tipo esperar que um médico saiba onde fica artéria aorta.

O oportunismo tá tão forte, que quando erramos no dinheiro e a diferença é devolvida a gente chega a arrepiar de emoção. O mínimo é não levar vantagem, tratar todo mundo com respeito, ser sincero e por aí vai. Qualquer coisa que não se enquadre nisso é absurda e pronto cabô.

Nós agradecemos muito a Deus por ter um teto pra morar, saúde legal, escola para estudar, comida suficiente e essas coisas que todo mundo tinha que ter. O mínimo está sempre rondando nossos dias, e se a bicicletinha da rotina passa por um asfalto liso a gente deve aproveitar a brisa, e não perder tempo agradecendo pela simetria.

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