O papel do SUS como política pública
O Sistema Único de Saúde, projeto social assegurado pela Constituição de 1988, manifesta-se desde o atendimento básico de saúde até o financiamento de cirurgias. Baseado nos princípios de universalização, equidade e integralidade, a complexidade e proporção do SUS oferecem-no um caráter singular que possui alcance global. Contudo, os desafios enfrentados no sistema, acabam por gerar insatisfação dos adeptos, causando controvérsias em relação à eficiência do SUS.
Entre os desafios enfrentados, força de trabalho, a gestão do sistema e a administração são apontadas por especialistas e autoridades como pontos a serem melhorados, além do financiamento insuficiente. Os dados não mentem: dados de 2015 mostram que o Brasil gastava cerca de 3,1% do PIB em saúde pública. São em média 525 dólares por habitante gastos anualmente no Brasil. Comparando com os outros países, onde há sistema de saúde pública como o Brasil, investe-se, em média, 3 mil dólares anuais.

As conquistas do SUS
A coordenadora do GVsaúde, Ana Maria Malik comenta: “O SUS é uma conquista da população que não pode ser desprezada. Ela aumentou o acesso dos brasileiros à saúde de uma forma impensável há 30 anos”.
Com relação às conquistas, ganham destaque o controle e a eliminação de doenças por meio da vacinação, socorro para 110 milhões de pessoas na rede pública, a assistência farmacêutica, o financiamento de transplantes e uma vigilância sanitária atuante. Com acréscimo de os laboratórios públicos serem mais focados no cidadão, e não no mercado.
A participação econômica
Após a análise do Banco Mundial, a melhoria na eficiência do SUS resultaria em uma economia de aproximadamente de 16,5% nos gastos em saúde durante os próximos dos 12 anos. Assim como haveria benefício econômico, a melhoria seria fundamental também para a sustentabilidade do sistema e o envelhecimento populacional.
Em uma de suas palestras, o médico renomado Drauzio Varella, mostra que o SUS investe cerca de R$ 103 bilhões por ano e atende aproximadamente 75% da população brasileira, simultaneamente, a rede privada apenas 25% dos cidadãos, investindo R$ 90,5 bilhões. Logo, os gastos por paciente são, em média, três vezes mais altos na saúde suplementar do que na saúde pública.

Aluna: Larissa Aparecida Eleres Campos, n° 17, 2ª 08.
http://www.saude.gov.br/sistema-unico-de-saude