Meu desastre natural


Você sorri assustada e eu quase morro. É como se surgisse uma tempestade e você fosse o cais. É incrível a capacidade de você me transmitir a paz, ela expande toda minha alma e é sagaz e rápido, me arrebata da melhor maneira como um vento gelado depois de uma caminhada longa em baixo do sol.

Falando em sol, sabia que você brilha feito ele? Tudo em você brilha, seus olhos pequenos com cor de avelã brilha tanto que até parece que vai chorar. Sua alma brilha tanto que eu posso sentir de longe sua energia positiva, ela me contagia. Até mesmo teu sorriso amarelado esbanja brilho e alegria.

E quando dança? Ahhhhh quando dança, faz todas minhas células e átomos dançarem junto a você, me faz balançar o corpo sem eu perceber, você faz eu perder o controle dos meus movimentos, e eles sempre me levam até você, incrível. Quando eu menos espero lá estou eu ao seu lado, ou até mesmo de longe, te olhando, entreolhando, e flertando.

Você me faz querer todos os clichês possíveis, logo eu que sempre achei tudo isso uma grande babaquice, hoje me encontro aqui querendo tudo isso, com você.

Mas além de você ser o cais você também sabe ser tempestade, aquelas que chegam do nada e levam tudo… Você me levou, levou meu coração e olha foi tão instantâneo que eu demorei a perceber.

Meu barquinho virou no meio dessas ondas e eu afundei, mas lá estava você meu cais me salvando de novo, me fazendo respirar novamente um ar muito melhor.

Mas como sempre a tempestade vai e vem e você veio de novo sacudiu tudo, feito um terremoto, eu me escondi assustada com medo de me machucar, porque outros terremotos já me machucaram antes, mas o cais voltou novamente e o chão parou de tremer e o que tremeu foi minhas mãos ao pegar nas suas e sentir a paz novamente.

Mas nem tudo é perfeito, vi que algo estava errado, começou a ficar frio de repente, as árvores sacudiam muito forte derrubando tudo ao seu redor, vi que um furacão estava surgindo, eu corri com todas as minhas forças pra esse furacão não me pegar, eu cai muitas vezes, tentei me fazer de cega, mas quando o furacão estava prestes a me pegar um ar quente me abraçou e era você, meu cais me protegendo novamente.

É incrível como você consegue ser meu cais e meu desastre natural ao mesmo tempo.

Minha erupção vulcânica, que ao mesmo tempo que é um desastre é uma das coisas mais lindas de se contemplar.

Obrigada por expandir toda minha alma com teu caos e mesmo assim conseguir ser meu cais.


Larissa Freschi